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agente de saúde 28.08.2020 | 08h55

Família descobre no enterro que vítima de covid teve corpo trocado

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Reprodução

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A agente de saúde Silvana Nardes, 43, morreu de covid-19 na quarta-feira (26), em Cuiabá, e o corpo por pouco não foi enterrado no lugar do de outra pessoa. O equívoco foi identificado durante o cortejo, na quinta-feira (27), enquanto o corpo era levado para o cemitério de Primavera do Leste (231 km ao Sul de Cuiabá), onde a mulher residia.


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Segundo informações, a servidora passou a apresentar sintomas de covid-19 e foi internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Primavera do Leste. O quadro clínico piorou e ela foi transferida para o Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC), no dia 19 de agosto.


Ela morreu no dia 26 de agosto e o corpo foi levado para Primavera no dia seguinte. A família chegou a fazer cortejo até o cemitério, quando a Secretaria de Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS) entrou em contato com a pasta do interior informando sobre a troca dos corpos.


As vítimas foram destrocadas e a mulher foi enterrada no mesmo dia. Como o caixão de vítimas de covid-19 é fechado, familiares ou a funerária é que precisam reconhecer o corpo entregue pelo hospital. No caso, a funerária pegou o corpo errado.


Esse é o segundo episódio de troca de corpos em Cuiabá. O primeiro foi com um morador de Poconé (104 km ao Sul), que foi enterrado e depois retirado da cova para ser entregue à família correta e sepultado na cidade natal. Ele estava internado no Hospital Santa Casa. Outra troca foi registrada em Cáceres (225 km ao oeste), que também houve enterro e exumação.


Outro lado

A Secretaria Municipal de Saúde de Cuibá foi procurada e encaminhou a seguinte nota:


"-Existe um protocolo dentro do Hospital Referência Covid-19 para a liberação dos pacientes que foram a óbito. Após a constatação do óbito e de todos os trâmites legais, o falecido é colocado dentro de um invólucro impermeável, com seu nome afixado na altura do peito dele. Depois é colocado em um segundo invólucro, que também tem o nome do paciente afixado e levado para o necrotério.


-A funerária contratada pela família vai até o hospital para fazer a retirada do paciente que foi a óbito. O serviço de óbito do Hospital Referência tem a responsabilidade de abrir o necrotério para que a funerária entre e leve o paciente correspondente à sua prestação de serviço. A responsabilidade de identificar o paciente que será levado é da funerária.


-No caso em questão, a funerária entrou no necrotério e levou uma pessoa que não correspondia ao seu serviço.


-A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá se solidariza com a família, que já passa pela dor do luto e que foi intensificada com este equívoco".

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