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escolas paradas 03.07.2019 | 08h30

Grevistas pedem dinheiro no semáforo após corte de salário

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Gazeta Digital

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Atualizada às 09h37 - Com faixas, cartazes e frases de ordem, manifestantes abordam veículos que passam na avenida Prainha e na Isaac Povoas, em Cuiabá, na manhã de quarta-feira (3). Durante o ato os participantes pedem dinheiro aos motoristas que passam pela via. O objetivo é arrecadar fundos para ajudar os servidores que não irão receber salários em julho, por causa do corte de ponto anunciado pelo governo.

 

Em entrevista ao , o representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), professor Robinson Ciréia, afirma que o objetivo é fazer um caixa para manter os profissionais que solicitaram ajuda até a resolução da greve que já se estende por 38 dias. “Como a situação vai ficar difícil sem salário, alguns vão ter mais dificuldades que o outro. Quem não está conseguindo fazer empréstimo, quem tá precisando de dinheiro, para fazer compra e para comida mesmo”, explica.

 

Leia também - Em nota, governo conclama a volta dos professores à sala de aula

 

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Greve na educação

 

O manifesto ocorre em resposta ao governo que decidiu por cortar os pontos dos servidores. Com isto, eles ficaram sem salários. Grevistas reivindicam também o cumprimento da Lei 510/2013, que prevê o aumento gradativo do ganho real, a realização de concursos públicos e melhor infraestrutura nas escolas.

 

O apelo é reafirmado pela professora de Sinop (479 km de Cuiabá), Greciely Marques, 34. Ela explica que a ação deve se estender até o encerramento da greve para manter os servidores que estão em situações financeiras mais críticas.

 

“Nossa ação nesse momento é uma ação de solidariedade para ajudar aqueles que realmente vão ficar sem condições de manter por conta do corte de ponto efetuado pelo governo Mauro Mendes. São muitas famílias que estão passando por dificuldades econômicas por conta da ação do governo”, disparou a professora.

 

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Greve na educação

 

Professor do Estado há 11 anos, Laedson Alves, 37, esclarece que a ação, além de arrecadar fundos, busca também mobilizar a sociedade pela reivindicações grevistas. “Estamos tentando sensibilizar as pessoas que passam pelas condições que o governo está impondo em relação a nós. O valor é para ajudar os colegas que tenham mais necessidades nesse momento. Eu sou professor, mas tem gente que ganha menos que eu”.

 

Atualizada às 8h33 - Em greve há mais de um mês, servidores da educação se reúnem na manhã desta quarta-feira (3), em frente à Praça Ipiranga, para arrecadar dinheiro para colegas que também tiveram o ponto cortado. Segundo os grevistas, a ação tenta arrecadar recursos aos educadores mais afetados financeiramente pelo corte salarial. 

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Comentários

edio - 04/07/2019

Enquanto isto os pais estão com seu futuro incerto também; mas queria ver esta greve na iniciativa privada; ai sim saberíamos o que realmente iria acontecer. Se o governo não pode dar o aumento, paciência; e só esperar melhorar; vamos ao trabalho e nem pense em pedir dinheiro também; estou trabalhando

Breno almeida - 03/07/2019

Isso é uma vergonha! Professores querer pagar suas contas pessoais com dinheiro dos outros. Isso é muito simples de se resolver grevistas! Volta a trabalhar que terá seu salário. E os alunos como que fica? E os pais que estão trabalhando e não tem como ficar com seus filhos em casa?

Luis Flávio - 03/07/2019

Virou palhaçada o Estado com suas precariedades falam tanto de educação é quem deveria estar em sala de aula dando exemplo estão dando exemplos do que não devem fazer isso é bem Mato Grosso.

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