crime descartado 26.06.2026 | 17h31

redacao@gazetadigital.com.br
João Vieira
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os trabalhos no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar de Várzea Grande. A perícia descartou a hipótese de crime no incêndio ocorrido no último dia 17 de junho. Informações dão conta de que o fogo começou na câmara fria que armazenava alimentos da merenda.
Cruzando a análise de vestígios locais, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas, os peritos constataram que o fogo teve causa acidental. O incêndio começou devido a um fenômeno termoelétrico na fiação superior da câmara fria de alimentos, localizada no Anexo I da Secretaria Municipal de Educação. O galpão servia como centro logístico para o armazenamento de merenda, materiais e equipamentos escolares.
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Com o auxílio de drones, a equipe realizou vistorias externas e aéreas em toda a área colapsada. Segundo o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, não foi possível determinar a causa exata do fenômeno elétrico, que pode ter sido gerado por curto-circuito, sobrecarga ou descarga contínua.
"Tudo começou na parte superior da câmara fria e se espalhou pelos dois sentidos do pavilhão. Nos fundos, as chamas atingiram dois veículos estacionados próximos à câmara. O alto potencial térmico dos carros, somado à grande quantidade de material combustível dentro do prédio, acelerou a propagação e causou a destruição total da estrutura", explicou o perito.
O prédio já foi liberado para a Polícia Civil. O laudo pericial definitivo será concluído em até 30 dias e trará o detalhamento dos exames de laboratório, imagens do circuito de segurança, depoimentos e o mapeamento completo da dinâmica do fogo.
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