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PREJUÍZO NÃO CALCULADO 30.06.2026 | 07h02

Flávia descarta acionar Justiça por acusações de ‘queima de arquivo’

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Laisa Stofel

laisa@gazetadigital

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), garantiu que não vai levar aos tribunais as acusações de que o incêndio no Anexo I da Secretaria de Educação teria sido intencional. O posicionamento foi anunciado depois que a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou um curto-circuito na câmara fria de armazenamento da merenda escolar como a causa real do incidente.

 

“Acho que a perícia fez a parte dela. Logo a gente vai ter acesso ao laudo, mas eu fico tranquila. Desde o começo eu falei 'gente, não vamos atribuir nada a ninguém'. Isso não é natural, mas é um fato que pode acontecer. Fato que foi constatado pela polícia. Mas judicializar, não. Acusações, coisas da política acontecem. Querem acusar quem tem mais palco que o outro”, declarou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (29).

 

Leia também - Flávia Moretti destrava verba e cria Fundo da Educação, mas abre nova guerra pela Saúde.

 

Assim que o fogo começou, o vereador Wender Madureira (Republicanos) sugeriu publicamente a tese de “queima de arquivo”. Segundo o parlamentar, o incêndio poderia ter sido orquestrado para ocultar falhas na gestão de materiais, como o armazenamento irregular de uniformes e livros antigos que ele próprio havia fiscalizado dias antes. Flávia Moretti, contudo, preferiu não inflamar o embate com a oposição durante o incidente, manifestando apenas sua tristeza diante da perda na educação.

 

O incêndio consumiu maquinários, mobiliários e insumos de ensino, o que obrigou a administração municipal a decretar situação de calamidade administrativa pelo período de 180 dias. De acordo com os peritos, o problema elétrico nos cabos se alastrou rapidamente por conta do alto volume de materiais inflamáveis, como papéis, e automóveis no entorno.

 

Diante disso, a prefeita ressaltou que o foco absoluto da gestão agora é reabastecer os estoques para garantir o retorno das aulas no segundo semestre.

 

“A gente está correndo atrás do prejuízo. Nós estamos fazendo uma força-tarefa na educação, para levantamento de tudo, para pedir recurso. Não temos o valor estimado, porque nós temos que fazer todas as entradas e saídas que foram para as escolas. Então é um detalhamento bem minucioso e que a gente pode achar que tudo entrou está lá, mas não estava tudo lá, porque já tinha muita coisa já nas escolas”, explicou.

 

Para coordenar a reestruturação, o governo local montou um comitê que terá o prazo de 45 dias para realizar uma auditoria nos itens salvos e organizar as novas compras.

 

“Claro que o material do segundo semestre estava lá e realmente foi perdido, mas nós já estamos buscando alternativas para atender as crianças já no segundo semestre”, concluiu Moretti.

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