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'ESTÁ PARADO NA CÂMARA' 25.06.2026 | 17h16

Flávia Moretti destrava verba e cria Fundo da Educação, mas abre nova guerra pela Saúde

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Laisa Stofel e Aparecido Carmo

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), conseguiu reverter o cenário de paralisia administrativa vivido nas últimas semanas.Dias depois de vir a público alertar que o teto de 5% de remanejamento imposto pelo Legislativo inviabilizava a gestão e colocava em risco serviços essenciais, a prefeitura garantiu o destravamento de mais de R$ 40 milhões em recursos orçamentários e consolidou a criação do Fundo Municipal de Educação.

 

No entanto, a trégua com o parlamento durou pouco, e a Saúde se mostra como nova disputa política na cidade. O avanço na infraestrutura urbana e na educação ocorreu logo após as cobranças da chefe do Executivo, que se intensificaram com o incêndio em armazém da Educação.

 

“Eu tenho processos, o Fundo Municipal de Educação, que também precisa ser votado, colocado em pauta. Então, se eu tenho que fazer pressão, ou se eu tenho que pedir, pelo amor de Deus, para o Wanderley Cerqueira olhar para a população de Várzea Grande e votar os processos de Executivo, por favor, Wanderley, faz o seu trabalho, coloca os projetos do executivo em pauta, coloca os projetos de orçamento em pauta”, clamou Moretti durante Marcha para Jesus, no último sábado (20).

 

Leia também - Republicanos quer PL apoiando Pivetta e outros três candidatos.

 

Na ocasião, ela alertou que a falta de verba sacrificaria a zeladoria da cidade, colocando em risco projetos essenciais para a população várzea-grandense.

 

“A gente vai continuar espremendo, eu vou deixar de fazer tapa-buraco, eu vou deixar de fazer asfalto, eu vou deixar de fazer outras coisas dentro do município para atender as nossas crianças. Agora, que a população ponha a mão na consciência  nas próximas eleições”, disse na ocasião.

 

Em resposta ao clamor, os vereadores aprovaram dois projetos de lei cruciais que liberaram mais de R$ 40 milhões. O primeiro garantiu uma abertura de crédito suplementar no valor de R$ 33,3 milhões para a Secretaria Municipal de Viação e Obras, para a execução de obras de pavimentação e manutenção asfáltica, construção de pontes e realização de outros serviços. A segunda proposta destinou um crédito adicional no valor de R$ 7,8 milhões para a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer.

 

A vitória mais urgente da gestora chegou com a sanção da lei que institui oficialmente o Fundo Municipal de Educação de Várzea Grande (FMEVG). O mecanismo era a principal preocupação de Moretti, que corria contra o relógio devido ao prazo limite de 7 de julho para regularizar a situação e evitar a perda de um repasse expressivo.

 

“O Fundo Municipal de Educação é o meio pelo qual a gente pode receber dinheiro. Se ele [Wanderley Cerqueira] não colocar na terça-feira, eu ainda tenho que abrir conta, regularizar a abertura de conta, regularizar um monte de situação no fundo para poder receber um recurso de R$ 14,5 milhões e mais aqueles que eu for atrás agora por conta da calamidade”, havia alertado a prefeita dias antes.

 

Apesar do alívio orçamentário nas pastas de infraestrutura e educação, Flávia Moretti abriu uma nova frente de batalha contra o Legislativo nesta quinta-feira (25). Durante coletiva de imprensa realizada nas obras do Parque Tecnológico. A gestora subiu o tom ao ser provocada sobre cobranças do deputado Fábio Tardin (Podemos) a respeito de investimentos parados e de que a prefeita “não entrega o que foi prometido” e que “falam muito e não fazem nada”, explicando que o município continua refém da burocracia parlamentar provocada pela Câmara.

 

“Está parado na Câmara. Eu não posso usar o dinheiro de emendas parlamentares que vieram, sem passar o Orçamento de Crédito, Lei Orçamentária de Crédito Suplementar. Então eu estou, sim... Eu estou com o valor parado na Câmara de mais de R$ 22 milhões, parado para saúde, vai chegar mais todos os meses”, disparou a prefeita.

 

Assim, enquanto o Tribunal de Justiça aguarda o parecer do Procurador-Geral de Justiça para decidir sobre a constitucionalidade do teto orçamentário de 5%, a relação entre os dois poderes na cidade segue tensionada por novas cobranças.

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