deu em a gazeta 20.12.2022 | 07h03

elaynemendes@gazetadigital.com.br
Luiz Alves/Secom
Medicamentos e insumos básicos, especialistas médicos e estrutura estão em falta na rede pública de saúde de Cuiabá. É o que relatam médicos e técnicos que procuraram o Ministério Público Estadual (MPE) com o objetivo de tentar uma solução para o que classificam como o “pior momento” da saúde pública local.
A atitude foi o que motivou o MPE, junto com os Conselhos de Medicina (CRM) e Farmácia (CRF), a realizar inspeções nas unidades de saúde no início do mês. Conforme servidores, postos de saúde da família (PSFs) têm apenas 26 dos 174 medicamentos considerados básicos para atendimento.
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Segundo uma das profissionais, no antigo Pronto-socorro de Cuiabá a situação sempre foi ruim, porém piorou muito do período pandêmico para cá. Segundo ela, na unidade não é possível realizar procedimentos simples a cirurgias, por falta de materiais. Ela também destaca a insuficiência estrutural do local.
“Está bastante comprometido, bastante defasado. Materiais antigos, materiais estragados, não tem reposição de monitores, ventiladores, de camas, está bem complexo”, relata.
Mas, para a denunciante, o mais preocupante é a falta de medicamentos básicos, como os utilizados no controle de pressão arterial, sedativos e os psicotrópicos, que são aqueles utilizados para ajudar o paciente a despertar quando está saindo da ventilação mecânica. “Antibióticos, falta de soro, de glicose. É bem caótica a situação do Hospital Pronto Socorro atualmente”.
A profissional destaca que dentro da terapia intensiva, esses medicamentos são essenciais para salvar a vida de pacientes e vários óbitos ou complicações foram relacionados a estes deficits.
“Eu já tive paciente que precisava simplesmente de medicamentos para pressão, porque estava com a pressão muito alta e teve colapso cardíaco, porque não tinha o remédio”.
Um segundo denunciante chega a comparar unidades de pronto atendimento (UPAs) de Cuiabá e Várzea Grande, citando que ambas tem a mesma infraestrutura, porém, a diferença das farmácias é absurda.
“Lá (Várzea Grande) temos 6 tipos de antibióticos, todos os analgésicos, todos os anti-inflamatórios e tem em grande quantidade. Em Cuiabá não tem nada”.
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