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RISCO DE DESABAMENTO 31.10.2019 | 14h23

Moradores de 54 casas são obrigados a mudar em 48 horas; veja fotos

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João Vieira

João Vieira

“A gente dorme à noite e ouve as casa estalando”, conta Francielle Rossatto, uma das moradoras do Residencial Terra Nova, em Várzea Grande. Ela reside em uma das casas mais prejudicadas e se prepara para mudar ainda nesta quinta-feira (31). A Defesa Civil notificou o condomínio para que residentes de 54 imóveis deixem o local, que corre risco de desabamento.

 

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A Construtora Rodobens, que lançou e entregou o empreendimento, ainda não entrou em contato com as famílias.

 

A vistoria e notificação foram realizadas na quarta-feira (29), após denúncia ao órgão. Moradores relatam que desde que os imóveis foram entregues havia rachaduras, no entanto não consideravam que fosse algo tão grave.

 

Um morador relata que foram feitas várias reclamações à construtora, mas nada foi resolvido. Em 2012, o condomínio moveu ação contra a empresa, mas não houve resultados.

 

Apesar dos problemas identificados há tempos, desde abril passada tudo piorou. As rachaduras se tornaram maiores e mais profundas, o chão começou a ceder e o teto a desabar.

 

Francielle mora no local desde 2012 e já fez 3 reformas na casa. Enquanto a equipe do estava no local, ela reunia os móveis que conseguia retirar para encaminhar para casas de amigos e parentes. Só de móveis planejados, a mulher tem R$ 40 mil investidos na casa, que hoje está avaliada em R$ 290 mil.

 

“Já chamei a perita da construtora para ver os estragos. Nós estamos monitorando tudo e a situação piora a cada dia. Ela veio aqui e riu da gente. Coloquei fitas nas rachaduras para pedir o afastamento. Cada vez que a fissura aumentava a fita arrebentava. Ela viu isso e riu. Fez pouco caso. A empresa fala que os danos são por causa da ampliação. Mas o engenheiro disse que não é. Que é por causa da movimentação do terreno”, explica.

 

A rua em que as casas comprometidas são construídas é a última do Terra Nova. Logo após há um muro de contenção, que “segura” toda a terra na qual as casas estão erguidas. Essa contenção está cedendo e gerando todo o transtorno. Além dos danos estruturais visíveis, há relatos de destruição das instalações hidráulicas da casa, sob o piso, o que tem gerado infiltração nos imóveis.

 

Alguns moradores já deixaram as casas, outros estão procurando uma nova moradia. Ainda não há solução para quem não tem para onde ir, enquanto as casas estão interditadas.

 

A Defesa Civil voltará ao local na sexta-feira (1) para averiguar a situação do local.

Segundo o advogado do condomínio, Ademar Santana Franco, a construtora Rodobéns foi acionada na Justiça da 4ª Vara Cível de Várzea Grande, que já determinou um perito judicial e uma nova perícia será feita no local na semana que vem.

 

“Fizemos uma perícia particular, que comprovou que a movimentação do terreno é que está causando todo o dano das casas. No entanto, é preciso que uma perícia determinada pela Justiça seja realizada no local”, informou o advogado.

 

A ação civil que tramita no Ministério Público Estadual (MPE) exige que a empresa faça os reparos necessários no local, para que os moradores residam com segurança.

 

Outro lado

O empreendimento Terra Nova Várzea Grande foi projetado e construído de acordo com todos os parâmetros indicados pelos órgãos competentes. Formado originalmente por 618 casas, o residencial foi entregue em 2009, em perfeitas condições de funcionamento. A incorporadora esclarece que, após informada pelo condomínio sobre uma notificação da Defesa Civil no mês de julho deste ano, realizou vistoria no empreendimento para apurar as possíveis causas dos danos. Além disso, contratou uma empresa especializada para fazer a documentação fotográfica dos imóveis. A análise in loco indicou que os problemas relatados por moradores envolvem as edificações construídas pelos proprietários, sem participação da construtora. A companhia não tem conhecimento sobre os métodos construtivos ou processos adotados nas ampliações ou modificações realizadas após a instalação do condomínio.

 

 

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Comentários

Alex Sandero Ferreira Gois - 31/10/2019

Já era esperando isso casas feitas sem alicerce nenhum, germinadas sem colunas povo Brasileiro não gosta de comprar terreno fazer sua própria casa gosta de morar em condomínio de 45 metros quadrados tem outras na avenida das Torres igual a essas mesma contrutora.

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