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Cuiabá, Quarta-feira 08/04/2026

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REFLEXÃO PARA O FUTURO 08.04.2026 | 07h00

Moradores declaram amor por Cuiabá, mas pedem soluções as 'feridas antigas'

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Helena Werneck - Especial para o GD

redacao@gazetadigital

Mel Rodrigues/Montagem

Mel Rodrigues/Montagem

Cuiabá completa nesta terça-feira, 8 de abril, 307 anos de história, uma data que celebra a identidade, a cultura e o orgulho de quem chama a capital mato-grossense de casa, mas que também expõe desafios antigos que ainda marcam o cotidiano da população. O aniversário da cidade reacende debates sobre problemas que persistem ao longo do tempo.

 

Mais do que comemoração, a data convida à reflexão. Entre memórias afetivas, laços familiares e reconhecimento do acolhimento cuiabano, moradores apontam feridas ainda abertas: ruas sujas, infraestrutura precária, dificuldades no acesso à saúde, abandono de áreas históricas e desafios urbanos que contrastam com a riqueza cultural e a importância histórica da capital.

 

Aos 307 anos, Cuiabá celebra sua trajetória, mas também encara a necessidade de cuidar do presente para construir um futuro à altura de sua própria história.

 

Para a atendente Rosana da Silva, de 37 anos, que trabalha com açaí no centro da capital, a identidade cuiabana está diretamente ligada ao jeito humano da cidade. “Cuiabá na verdade é um lugar muito acolhedor, aqui todo mundo trabalha, é um lugar de inúmeras oportunidades, as pessoas são muito receptivas, tem muita chance para trabalhar, para conseguir seu ganha pão e é um lugar maravilhoso, na minha opinião o melhor do Brasil”. Ao falar sobre o que precisa avançar, ela foi direta: “A questão da limpeza, acho que é uma cidade abandonada em questão a isso”.

 

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O fotógrafo Luiz Claro, de 59 anos, resume a relação com a cidade como uma extensão da própria história familiar. “Cuiabá para mim é tudo. Minha mãe nasceu aqui, eu nasci aqui, meus filhos e meus netos todos cuiabanos. Então Cuiabá significa família, ou seja tudo.” Mas, para ele, o aniversário também deve servir como momento de reflexão sobre os gargalos da capital. “Precisa melhorar a infraestrutura, saúde também, que são dois pontos que Cuiabá vem pecando”, revelou.

 

Esse sentimento de amor pela terra natal também aparece na fala do vendedor Vitor Alexandre, de 49 anos, da MV doces e queijos artesanais. “Cuiabá significa para mim tudo, porque eu nasci aqui, sou cuiabano , minha família inteira é cuiabana, é uma cidade muito acolhedora, e eu amo Cuiabá”. Na avaliação dele, porém, a política local ainda deixa a desejar. “O que poderia melhorar em Cuiabá são os políticos, porque tem certos políticos aí que não resolvem nada, só foto, mais nada!”, criticou Vitor.

 

Já o estudante de medicina Heron de Paula, de 25 anos, fala de Cuiabá como projeto de vida e destino afetivo. “Cuiabá para mim é a cidade que eu nasci, a cidade que eu fui criado, é uma capital que referencia a tudo, eu cresci pretendo viver a minha vida aqui, cursar minha faculdade aqui, e até morrer aqui, até porque minha família inteira vive em Cuiabá. Pra mim Cuiabá significa absolutamente tudo: minha vida”.

 

Ao apontar o que considera urgente, ele chama atenção para a imagem da cidade diante de quem chega de fora. “Na minha opinião Cuiabá precisa de uma reforma estrutural no centro histórico, porque quando uma pessoa vem de fora a gente quer mostrar nossos pontos turísticos e nossa cidade aos visitantes, mostrar que Cuiabá também tem cultura, e a gente fica triste de ver que a cidade que a gente quer mostrar as vezes fica suja, mal cuidada”.

 

Aos 307 anos, Cuiabá aparece, nas vozes de seus moradores, como uma cidade de vínculos profundos e contradições visíveis. Amada por sua gente, celebrada por sua história e cultura, a capital também é cobrada a olhar com mais atenção para aquilo que afeta o cotidiano: limpeza urbana, saúde, infraestrutura e preservação de sua memória. Em meio à festa, permanece o recado de quem vive a cidade todos os dias: comemorar também é reconhecer o que ela tem de melhor e o que ainda precisa mudar. 

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