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obras do brt 21.05.2026 | 16h50

Prefeito reconhece caos e diz que população tem que 'suportar um pouco'

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Laisa Stofel

laisa@gazetadigital

João Vieira/Vithória Sampaio

João Vieira/Vithória Sampaio

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), assumiu que a cidade vem passando por transtornos e congestionamentos por conta do fim das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), mas que a população precisa suportar o problema momentâneo. O gestor afirmou que as interdições são necessárias para acelerar a execução do projeto. A promessa é de que a primeira etapa seja entregue ainda em junho.

 

Além disso, o prefeito elogiou o trabalho das concessionárias, que adotaram um ritmo mais intenso a pedido do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). 

 

"Eu tenho observado que as obras estão bem aceleradas e a finalidade é concluir agora no mês de junho. Então, a gente tem que suportar um pouco todo esse congestionamento terrível que está acontecendo na cidade. A cidade está travada, são diversos pontos mais críticos, mas acredito que vai passar esse sofrimento. É melhor do que ficar postergando isso aí para 2027, 2028, e essa obra nunca terminar", declarou durante entrega de obras no bairro Três Barras no último sábado (16).

 

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Em dezembro de 2020, o então governador Mauro Mendes (União) anunciou oficialmente a substituição do projeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), paralisado desde 2014 e vendido ao Estado da Bahia, pelo sistema BRT, alegando menor custo de manutenção e maior flexibilidade.

 

Já em agosto de 2023 foram realizadas audiências públicas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) com o propósito de apresentar os estudos de impacto e o trajeto do modal. De modo que, no início de 2024, as obras ganharam ritmo na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, em Cuiabá, e na Avenida FEB, em Várzea Grande, focando em drenagem e na construção de pistas de concreto.

 

A conclusão dos trechos 1 e 2 do BRT foi uma promessa feita em 2024. Porém, com problemas relacionados às empreiteiras da época, foi necessário criar novos contratos com outras empresas e intensificar o trabalho.

 

Em março de 2025, foram feitas paralisações temporárias em alguns trechos devido a readequações contratuais e transtornos logísticos, com apenas 18% das obras concluídas na época. O então governador Mauro Mendes (União Brasil) lançou a licitação para a construção de 41 estações e 36 abrigos em setembro, buscando modernizar o sistema com climatização.

 

Ainda, antes de transferir o cargo para Pivetta, foi ajustada a entrega para junho deste ano. Com a confirmação dessa medida chegando agora em maio, junto à decisão de quais veículos serão usados e do prazo final das obras para junho, finalizando esse grande transtorno que a população vem enfrentando nos últimos anos. 

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