VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER 07.08.2023 | 15h30

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Câmara de Cuiabá
Coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública (NUDEM), a defensora pública Rosana Leite Antunes de Barros afirmou que ainda não percebeu uma significativa diminuição no número de casos de violência contra a mulher, mesmo com 17 anos de existência da Lei Maria da Penha. Apenas no primeiro semestre de 2023, 18 mulheres foram assassinadas em decorrência da violência de gênero.
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Rosana Leite foi entrevistada no Programa Tribuna, da Rádio Vila Real FM (98.3) na manhã desta segunda-feira (7), e falou sobre os 17 anos da Lei Maria da Penha, criada no dia 7 de agosto de 2006. Ela ainda não viu uma grande mudança em nossa sociedade, como é esperado com a lei.
“Os feminicídios são delitos que podem ser prevenidos porque são anunciados, [...] e se são anunciados e ocorrem, estamos errando em algum lugar. Me motiva pensar que estas estatísticas precisam diminuir, de forma real, as mulheres não podem se calar jamais, [...], mas não estou vendo ainda esta diminuição, com 17 anos de lei Maria da Penha”.
Ela pontuou que muitas mulheres não têm conhecimento sobre a lei ou possuem muitas dúvidas sobre como ela funciona. Também disse que é importante que as vítimas busquem as autoridades quando se encontrarem nesta situação.
“A primeira atitude da mulher é se reconhecer nessa situação de vítima, entender que aquele relacionamento tóxico não deve ser parte da vida dela [...] se o crime está acontecendo é importante que ela registre boletim de ocorrência, busque a Defensoria Pública ou advogado, peça uma medida protetiva”.
A defensora lembrou do caso da jovem Emily Bispo da Cruz, de 20 anos, que foi morta a facadas em frente ao filho de 4 anos, quando levava ele para a escola. Rosana explicou que neste tipo de crime a vítima está mais vulnerável justamente porque o criminoso conhece sua rotina.
“Qualquer pessoa que pratique a violência doméstica contra a mulher, essa pessoa, por ser uma convivência familiar, conhece os passos da mulher [...] ali é um caso que ressalta o que estou falando, como ele conhece os passos da mulher”.
Segundo a defensora, é importante que, mesmo após a obtenção da medida protetiva, as mulheres tomarem cuidado, já que há um efetivo pequeno de policiais e se o homem está disposto a desobedecer a medida, é porque tem disposição para cometer um crime mais grave.
No entanto, Rosana reforçou que é importante as mulheres não se calarem, pois é possível sair desta situação. Ela citou o trabalho da Patrulha Maria da Penha, que faz o acompanhamento das mulheres que pediram a medida protetiva, a utilização do botão do pânico, o uso de tornozeleira no agressor e, em último caso, a prisão do homem.
“Eu penso que uma mulher que se levanta e sai de uma violência familiar, é uma corajosa de sair daquela situação de conforto, às vezes. Mas é muito importante que saia dessa situação para que tenha uma vida [...] o mais triste, que as mulheres devem pensar, é continuar, porque continuando elas correm risco de serem vítimas de mais crimes”.
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ELGIAN SICOLES - 07/08/2023
Excelentissima Dra. Rosana Leite Antunes de Barros, Realmente aqui no Brasil e no Estado de Mato Grosso, afirmou que ainda não existem nenhuma significativa diminuição no número de casos de violência contra a mulher, mesmo com 17 anos de existência da Lei Maria da Penha, PELO O SEGUINTE: 01 - DE FORMA GERAL UM CÓDIGO PENAL BRASILEIRO QUE ESTÁ DEFASADO,ATRASADO DESDE 1940, QUE SÓ DEFENDE CRIMINOSOS E BANDIDOS NESSE PAIS. 02 - OS POLITICOS BRASILEIRO E DO CONGRESSO NACIONAL NÃO TEM A MINIMA PREOCUPAÇÃO PARA REALIZAR AS MUDANÇAS NECESSÁRIAS NO CÓDIDO PENAL BRASILEIRO. 03 - ENTÃO SEM A MUDANÇA NO CÓDIGO PENAL BRASILEIRA, OS BANDIDOS E CRIMINOSOS PINTA E BORDA NESSE PAÍS, E OUTRAS COISAS POR MAIS QUE AS POLÍCIAS SE ESFORCE PARA COMBATER OS CRIMES DE FORMA EM GERAL, PRINCIPALMENTE O CRIME CONTRA AS MULHERES QUE CADA DIA CRESCENDO, AS MULHERES DO BRASIL ESTÃO SEM PROCTEÇÃO E ESSES POLITICOS SÓ SE PREOCULPAM DE GASTAR O DINHEIRO PÚBLICOS, É SÓ VERGONHA...
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