MÃE TOMOU CORONAVAC 14.05.2021 | 13h30

jessica@gazetadigital.com.br
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“A gente está desesperado, fazendo de tudo para conseguir essa UTI”, relata Rafael Barcelos Sobrinho, 30, que acionou a Justiça para que a filha prematura tenha atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. A menina tem má formação e necessita de cirurgia com urgência.
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A família está desde quinta-feira (13) esperando vaga em uma UTI pública ou privada, mas a Secretaria de Estado de Saúde (SES) ainda não providenciou o leito.
O pai conta que com 20 semanas de gestação da esposa, foi descoberto que a bebê tinha uma má formação “onfalocele”, com intestino fora da cavidade abdominal. Eles vinham acompanhando o desenvolvimento da filha com médico de Araputanga e Cuiabá, por conta da operação necessária assim que ela nascesse.
Na segunda-feira (10) a grávida esteve em consulta em Cuiabá e o médico disse que estava tudo bem e indicou a mulher a tomar a vacina contra covid-19. Ela foi imunizada com a Coronavac na quarta-feira (12) e, na madrugada do mesmo dia, começou a passar mal e a bolsa estourou.
“A gente mora em Araputanga e o médico falou que ia nos transferir para Cáceres, que era o protocolo. Eu ainda questionei se não era melhor ir direto para Cuiabá, porque só lá tem a cirurgia que minha filha precisa fazer, mas ele mandou para Cáceres e a gente está aqui”, relata o homem.
Logo após chegar a Cáceres, o pai acionou a Defensoria Pública que requisitou ao Estado a vaga de UTI Neonatal e o centro cirúrgico para a operação que irá colocar o intestino da bebê no local certo. Mas não tiveram resposta e a criança nasceu em Cáceres. A previsão era para que a cesárea fosse feita com 35 semanas, mas ocorreu nesta sexta-feira (14), com 32 semanas. A bebê tem 1,5 kg e os pulmões e outros órgãos não estão completamente formados.
“Minha esposa está bem, já vai para o quarto, mas minha filha precisa dessa UTI e da cirurgia. Ela precisa disso logo, senão pode ter uma infecção ou alguma síndrome, como a médica me explicou. Agora ela está em incubadora. A gente precisa disso pela vida da minha filha”, se desespera o pai.
A UTI e a cirurgia eram para estar disponíveis antes da bebê nascer, mas não houve como segurar por mais dias, pois ela já estava começando a sofrer na barriga da mãe, com a bolsa estourada.
Ana Helena Barcelos Haidmann é a primeira filha do casal Rafael e Jainy Patricia Haidmann, 26.
Outro lado
A SES foi procurada e ainda não encaminhou resposta.
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