DEBATE NA VILA REAL 01.10.2026 | 13h15

pablo@gazetadigital.com.br
João Vieira
O candidato ao governo de Mato Grosso, Rafaell Milas (Missão), afirmou que manterá a estratégia de concentrar seus ataques no senador e adversário político Wellington Fagundes (PL). O objetivo central da tática é disputar a hegemonia da direita no estado e desidratar a candidatura do liberal.
"A estratégia é a mesma. É tomar mais espaço da direita para provar que a direita somos nós e não esse bando de pelego, oportunista e malandro do PL", declarou Milas na chegada ao debate da TV Vila Real do Grupo Gazeta de Comunicação.
Na avaliação do candidato do partido Missão, a consolidação de sua imagem como principal nome do conservadorismo local depende de expor as contradições do rival. Durante a agenda, o candidato exibiu documentos que, segundo ele, comprovam repasses de incentivos fiscais a empresas de familiares de Fagundes.
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"Tá aqui [mostrou um documento]: o filho dele, João Antônio Fagundes Neto, da empresa Zotec, recebeu quase R$ 3 milhões. Vou ter que cobrar coerência do senhor Wellington Fagundes, se ele vai realmente renunciar à candidatura dele", pontuou ao citar promessa que teria sido feita pelo senador de deixar o pleito caso reveladas ligações de seus parentes com benefícios fiscais.
Milas também rebatia insinuações de que atuaria como "candidato marionete" a serviço do governador Mauro Mendes (União Brasil) para desgastar o adversário. "Vocês já ouviram aquela teoria de atacar o mensageiro e não a mensagem? Como ele não pode me chamar de corrupto, ele ataca outras coisas. Vai falar que eu sou Padre Kelmon, que eu tô com um, tô com outro. Não, eu tô atacando político corrupto", argumentou.
Além das acusações sobre incentivos fiscais, o candidato do Missão apontou supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares de Fagundes para o setor da saúde em São Paulo, além de criticar a presença de interlocutores condenados na equipe de campanha e no gabinete do rival.
"É um cara que faz muito rolo com emenda, tem muito que se explicar. É a esse cara que nós vamos entregar a chave do Palácio Paiaguás? Então é claro que vou apertar ele mesmo", concluiu.
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