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‘CAMPANHA PARADA BATE DESESPERO’ 23.09.2026 | 18h49

Novo afasta rumores de rompimento com o PL e aposta em ‘sprint final’ para vencer

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Laisa Stofel e Aparecido Carmo

redacao@gazetadigital

Assessoria

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Após rumores de rompimento por falta de repasses para a campanha de candidatos, a direção estadual do Partido Novo em Mato Grosso confirmou a manutenção da aliança com o PL na disputa eleitoral deste ano. Segundo o presidente da sigla, Rafael Iacovacci, a tensão inicial decorreu de “imprevistos pontuais” que seriam inerentes ao “calor da campanha”.

 

“Outros partidos de concorrentes também com a mesma dificuldade. O que me chama a atenção e está estranho nessas eleições é como está sendo feita a estratégia. Eu acho que ela está muito fria, só que está fria para todos. Então, eu sempre falo para os candidatos: Olha, está complicado? Está, mas a gente ainda está conseguindo fazer muito além do que os outros estão proporcionando”, pontuou o presidente em coletiva nesta quarta-feira (23).

 

Leia também - Após pressão de candidatos, Novo decide permanecer ao lado do PL

 

O dirigente destacou também que, embora a situação tenha gerado insatisfação em uma parcela dos candidatos, que chegou a especular sobre possíveis falhas ou boicotes, o diálogo com o comando do PL, liderado por Ananias Filho, permitiu alinhar a regularização dos compromissos pendentes para a reta final da campanha.

 

“Você não consegue agradar 100%. Quando eu falo que é uma minoria [que sugeriu a existência de boicote], é uma minoria mesmo, que ficou mais inflamada por certas situações. Às vezes nós sentimos que [a campanha] está tão parada e bate o desespero; é normal acontecer”, afirmou.

 

Iacovacci pontuou também que as dificuldades enfrentadas não se resumem ao PL ou ao Novo, mas refletem uma falta coletiva de identidade dos partidos. Em sua visão, a estrutura partidária sofreu um processo de banalização ao longo dos anos, fazendo com que grande parte dos candidatos passe a enxergar a legenda apenas como uma exigência burocrática e obrigatória para participar e disputar a eleição.

 

“Hoje, os partidos perderam a sua identidade. Hoje o candidato vê o partido como uma legenda. Então, enquanto nós não mudarmos isso... Eu acredito que, ao longo dos anos, a estrutura partidária foi se banalizando. Hoje o candidato vê o partido como algo obrigatório para participar das eleições. Então, sim, é algo que precisa mudar”, declarou.

 

Para o presidente, a legislação deveria valorizar mais a fidelidade partidária, visto que muitas pessoas ingressam em siglas sem sequer conhecer os seus fundamentos ou ler o Estatuto. Ele destacou que, embora seja relativamente simples se filiar ao Novo, o processo para permanecer exige estudo e compreensão dos ideais da sigla.

 

“Então, eu até brinco que, às vezes, é relativamente fácil de entrar no Novo. Agora, permanecer no Novo são outros quinhentos. Porque a gente procura, de fato, entender o partido e estudar sobre o que o partido defende”, explicou.

Além disso, Iacovacci ressaltou que a legenda rejeita a ideia de se fechar em uma “bolha”, buscando dialogar e atrair inclusive pessoas do centro-esquerda para ampliar o campo da direita com base em ideias voltadas para o bem comum.

 

“E é uma ideia que o Novo tem, de que a gente não se fecha para bolha. O que é isso? A gente tenta, de certa forma, pegar até o centro-esquerda e trazer. Eu acho que essa é a função do Novo. Trazer cada vez mais pessoas para a direita. E não uma direita ou esquerda como se fosse uma direção. São ideias em que nós acreditamos que vão melhorar a vida não só nossa, mas como a dos nossos filhos”, avaliou.

 

Já sobre as coligações, Iacovacci reforçou que as alianças não ocorrem por mera conveniência e que o rigor na seleção dos quadros é um diferencial para manter a coesão da chapa, formada atualmente por 34 candidatos, apoiando Wellington Fagundes (PL) ao governo e Reinaldo Morais (Novo) como vice. Ele garante também que as duas únicas exceções, por compromissos prévios, foram inclusive formalizadas antes da coligação.

 

Apesar dos atrasos na entrega de materiais, problemas com gráficas e recursos, a direção do Novo aposta que a concentração dos esforços no “sprint final” será o diferencial estratégico decisivo do pleito.

 

“A gente tem que entender que é uma eleição, e aí depende de estratégia, mas, pelo que a gente já tem trabalhado com eleições, o sprint final é o que mais conta. A última semana é decisiva. E é até uma maneira da gente se organizar para que possamos gastar energia e recursos no momento adequado”, concluiu.

 

 
 
 
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