FUNDAMENTAL É MESMO O AMOR 14.06.2020 | 07h30

yuri@gazetadigital.com.br
Reprodução/Facebook
Contrariando Antônio Carlos Jobim, que eternizou na Música Popular Brasileira o verso ‘é impossível ser feliz sozinho’, o psicólogo cuiabano Douglas Amorim, afirma que é sim possível. Mas, que não é necessário. “Dá para ser feliz em grupo, em conjunto, como casal. Somos seres políticos”, disse ele em entrevista ao
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Douglas, que atende em Cuiabá, explicou à reportagem que isso depende da construção de individualidade da ideia de solidão, de ser solteiro e também da construção de ser sozinho. Então, segundo ele, há algumas situações possibilidades.
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“Quando a gente nasce, a família já tem tudo estruturado, traçado, de como quer que a gente viva. Olha, você vai formar aos 22 anos em um curso superior, depois vai se casar aos 30, ter filhos e sucesso profissional... Então, essas expectativas tiram do sujeito a possibilidade de se construir sozinho”.
Com essa estrutura ponta, e com as expectativas que são geradas nesse indivíduo, ele passa a atender ao desejo do outro em vez de olhar para si mesmo.
E também, conforme o profissional, não aproxima o fato de estar sozinho com o fato de amar a si mesmo. Por isso, é importante ‘romper com a família’. Isso é, buscar conhecer a si mesmo, suas vontades, desejos e perspectivas de vida.
Fundamental é mesmo o amor
Existem pessoas que se identificam como solteiros e solteiras, e que conseguem estar bem com isso. “Eles já alcançaram a plenitude, romperam com os padrões sociais. Relacionamento é uma construção, se acontecer para as pessoas, elas estão prontas. Se não, vida que segue dentro da plenitude já alcançada, saem com amigos, vão pra casa ver a série preferida...”.
Douglas lembra que há quem encara um relacionamento, por exemplo, como um produto. “Não adianta você estar com alguém que não consiga romper com as expectativas e construções. Querem expor, querem mostrar que estão em relacionamento, que mais uma vez eu digo, é uma construção”.
Para o psicólogo, é nesse momento que há o reencontro que houve no rompimento familiar – ou seja, na busca pela individualidade – com a flexibilização de assumir um relacionamento. Já que na construção de duas pessoas, é importante que haja flexibilização e troca.
O resto é mar
Mas, para aqueles que batem no peito, orgulhosos da solteirice, mas que estão em todos os aplicativos de relacionamento, que gostam de passar a noite cada dia com um parceiro/parceira diferente, que sai e manda whats para diversos ‘contatinhos’, Douglas aponta um incomodo nessa postura.
“Isso demonstra que a pessoa está sempre em busca de algo para ser feliz. Está buscando a felicidade. Ou seja, essa pessoa não é e não demonstra ser feliz sozinha. Mostra que ela tem medo da profundidade, que se relaciona já distanciando das pessoas. Quem está com várias pessoas, não está com nenhuma”.
Como profissional, é aí que Douglas pode ajudar. “Com a terapia, a gente ajuda na individualização das pessoas, mostrando que a partir de várias constatações, ela não é só isso o que transparece. Escuta mais sobre si mesmo, sobre os outros, a descontruir para seguir e claro, apaixonar por si mesmo”. Douglas está no instagram como @umpsicologoemcuiabá.
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