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DEU EM A GAZETA 15.07.2021 | 07h25

Rio Cuiabá atinge menor nível de água desde a década de 70

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

Com a menor marca de sua história desde a década de 70, o rio Cuiabá chega ao nível de 25 cm. Na semana passada, quando estava com 30 cm, especialista já havia considerado a situação preocupante e fez alerta quanto à possibilidade de racionamento de água neste período de declínio, que segue até outubro.  

 

Para o professor Ibraim Fantin da Cruz, doutor em Recursos Hídricos, a preocupação não se relaciona apenas à quantidade, mas também à qualidade. Elenca outros fatores que podem influenciar em situações macro, como a falta de água para a agricultura, que consome 90% do disponível para o consumo, enquanto o abastecimento humano chega a 3%. Além da irrigação, a seca pode comprometer a indústria e a navegação.  

 

O lançamento de esgotos nos rios no período de seca tende a se agravar. “Uma gota de esgoto numa caixa d’água de mil litros dilui, mas essa mesma gota num copo de água é outra questão. A falta de tratamento também compromete. Menos água acarreta maior nível de poluição”, exemplifica.  

 

Apesar do baixo nível do rio Cuiabá, Ibraim afirma que a população não corre o risco de escassez total, mas não descarta a necessidade de uso consciente e racional da água no período de seca.  

 

No caso de falta, a Política Nacional de Recursos Hídricos tem como prioridade o abastecimento humano e em segundo lugar, a dessedentação de animais. Pelo fato de Mato Grosso ser um estado rico em água, não existe na prática um Plano de Recursos Hídricos 100% elaborado, mas apenas estudos e projetos preliminares.    

 

A situação de seca deste ano é tratada de forma mais complexa, devido à falta de chuvas em maior quantidade por três anos consecutivos. O especialista explica que um ano de seca seguido por um ano chuvoso possui compensação, mas dois anos de seca seguidos ocasionam preocupação.  

 

Elenca uma combinação de diversos fatores que contribuem para a crise hídrica, como o aquecimento dos oceanos Atlântico e Pacífico; o histórico de desmatamento da Amazônia, que funciona como uma espécie de regador da atmosfera, cuja umidade traz a chuva e; o desmatamento de bacias no Estado.

 

Leia a reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta 

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