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LIVRO POR R$2,3 MIL 01.12.2019 | 17h06

Sebos sobrevivem há 20 anos abrigando preciosidades

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Os sebos ainda são poucos em Cuiabá e guardam verdadeiras preciosidades, que não são encontradas facilmente nem na internet. São livros, vinis, objetos de decoração que marcaram época e hoje só são encontrados em lojas especializadas. Em Cuiabá, há 4 locais que promovem e venda e troca de pertencer que carregam tanta história e afeto.

 

Leia também - Especialista dá dicas para consumidor não cair em armadilha

 

João Vieira

Sebo / Sebo de Cds Vinis e Livros / Sebo e Cia / Bazar do Livro

 Livro tem apenas 4 exemplares e custa R$ 2,3 mil

O empresário Sansão Ferreira Santos há 22 anos mantém o Sebo, Rock e Cia, no centro da cidade. A sala pequena, mas organizada, abriga mais de 6 mil discos, além de cd’s, camisetas, aparelhos de som antigos e outros itens que agrada os adoradores da boa música e defendem que os “bolachões” têm áudio muito melhor que os digitais que tomam conta dos celulares hoje.

 

“É outra coisa você ouvir o vinil. Aquilo não agride sua audição, toma conta do ambiente. Nossa até arrepia de falar dessa experiência”, conta o empresário.

 

Sansão é de São Paulo e decidiu abrir um sebo após ter uma decepção com a empresa em que trabalhava. Ele descobriu que poderia vender coisas usadas e antigas, quando foi compra um álbum da banda Bom Jovi em um sebo de São Paulo. Ele já morada em Cuiabá, e decidiu abrir seu próprio espaço, em 1996.

 

O homem sempre esteve envolvido com música, montou bandas e tocava contrabaixo, por isso, nada mais justo que investisse no ramo musical em sua loja. Sansão conta que, quando começou, tinha uns 300 cd’s e 200 discos. “Daquela época o disco estava em queda e vendia Cd como água. Eram caixas e caixas de CD dos Maninhos, Estrela D’Alva. Era muito”, conta.

 

Entre as raridades que já passaram por sua loja, está um gramofone que funcionava perfeitamente e que vendeu por R$ 1900, para um comprador do Rio de Janeiro. O local ainda tem um notebook de 1993 e um CD duplo, raro, da banda Iron Maiden, que anuncia por R$ 220. Há coisas de acervo que o empresário tem apego e não vende.

 

“O mercado de sebo já foi melhor, hoje está estável. É mais para colecionador e amantes da boa música, que gosta do vinil, porque ele nunca acabou. Na Europa, por exemplo, nunca se parou de fabricar vinil”, relata.

 

No sebo, é possível encontrar vinis a partir de R$5, com trilhas de novelas, artistas nacionais e internacionais.
Outro Sebo que comemora 21 anos e sobrevive a era digital é o Bazar do Livro, que abriga milhares de exemplares de diferentes assuntos. Alguns deles datam de 1950 e são guardados com muito cuidado, devido à sua delicadeza.

 

De acordo com Vaniele Arruda, que trabalha no local há 11 anos, o sebo é abastecido por doações, trocar obras compradas.
Ela relata que o dono do local, Cleiton Labuquerque, teve ajuda de um tio que trabalhava no ramo literário, em Goiânia, e decidiu montar o sebo em Cuiabá. Como não tinha nada semelhante na cidade, o empresário aliou a oportunidade de negócio ao amor pelos livros.

 

Vaniele conta que os segmentos mais procurados são romances de banca, como Júlia e Sabrina, livros espíritas e autores estrangeiros.

 

Entre as relíquias que “residem” no sebo está um Álbum Gráfico de Mato Grosso, que só tem 4 exemplares no estado. O livro, ainda na embalagem, custa R$ 2,3 mil.

 

Há coleções de gibis nacionais e importados, dicionários, livros contemporâneos, alguns com 70 anos.

 

Além do Bazar do Libro e do Sebo, Rock e Cia existe, em Cuiabá, o Sebo Rua Antiga e Raro Ruído.

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