problemas em migrar tratamentos 11.02.2026 | 11h45
reda
Fred Moraes/Gazeta Digital
O governo de Mato Grosso voltou atrás na decisão de deixar a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá e confirmou que manterá a atuação estadual na unidade. A reavaliação ocorreu diante da impossibilidade de migrar todos os atendimentos do local para o Hospital Central ou para o Hospital de Câncer de Mato Grosso.
“Vamos apresentar uma proposta para a aquisição definitiva da Santa Casa e iremos definir quais outros serviços serão ofertados no local”, anunciou o governador Mauro Mendes (União), na manhã desta quarta-feira (11).
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O Estado havia anunciado que deixaria a gestão hospitalar assim que o Hospital Central abrisse as portas. A previsão inicial era setembro, mas a inauguração ocorreu somente em dezembro, com a primeira consulta realizada em janeiro deste ano.
Assim que todos os serviços fossem migrados para outras unidades, a Santa Casa seria entregue à Justiça do Trabalho, responsável pelo prédio. Contudo, conforme explicou o governador, nem todos os atendimentos foram absorvidos por instituições médicas regionais e, por isso, a gestão estadual no local será mantida.
“Não conseguimos migrar dois serviços por suas especificidades: oncologia e hemodiálise. Não encontramos uma alternativa viável. Falamos com o Hospital de Câncer, mas ele não consegue atender a demanda. Assim, ficaríamos desguarnecidos. Foi uma decisão técnica da equipe que está debruçada sobre este assunto desde o ano passado. Não iríamos deixar a população desassistida”, justificou o governador.
Entretanto, manter apenas esses dois atendimentos seria inviável devido ao alto valor de manutenção da Santa Casa, que funciona em um prédio com mais de 200 anos e é tombado, o que exige cuidados diferenciados.
Histórico de venda
Desde que o Estado formalizou o desinteresse em continuar na Santa Casa, sob gestão estadual desde 2019 após uma grave crise econômica, a Justiça do Trabalho abriu leilões para a venda do prédio. Contudo, não houve lances. Posteriormente, empresas de saúde protocolaram ofertas para a compra, todas abaixo do valor solicitado pela Justiça, uma de R$ 20 milhões e outra de R$ 30 milhões.
O valor obtido com a venda do imóvel será direcionado para o pagamento de dívidas trabalhistas de ex-funcionários que esperam pelas verbas há anos. As ofertas registradas, porém, não suprem o total do débito trabalhista, que está em R$ 48 milhões. Além dos leilões, houve tratativas com a Assembleia Legislativa (ALMT) e com a Prefeitura de Cuiabá para a compra da unidade, mas nenhuma se concretizou.
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