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grupo prioritário 05.05.2021 | 08h39

Motoristas de ônibus, garis e catadores relatam felicidade com vacina

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João Vieira

João Vieira

“Eu me sinto aliviado, é um peso que a nossa categoria vai poder tirar das costas daqui para frente. Eu estou me sentindo mais leve agora, isso é uma grande vitória para. Nós vencemos!”. Esse foi o relato do motorista de transporte coletivo, Flávio Almeida Correia, de 48 anos, após ter recebido a primeira dose da vacina contra a covid-19, durante a solenidade simbólica, realizada na segunda-feira (3), para marcar o início da vacinação dos garis, carroceiros, trabalhadores do serviço de varrição, motoristas de transporte coletivo e catadores de recicláveis.

 

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Na ocasião, foram vacinados 11 representantes das categorias contempladas. Flávio, que é motorista de ônibus há 30 anos, relatou que além da sensação de alívio e felicidade, a imunização representa uma batalha vencida, ao qual a categoria dos motoristas do transporte coletivo vinha lutando desde o começo da imunização contra o vírus.

 

“É uma luta nossa desde o início da vacinação. Quero aqui, em nome de todos os motoristas, agradecer ao prefeito Emanuel Pinheiro, por ter acatado a nossa reivindicação e eu estou me sentindo mais leve agora. Já perdemos cerca de 20 colegas para a covid. Tínhamos muito medo, ainda temos, porque saímos todos os dias de casa assustados com isso, com medo de nos contaminar, de contaminar a população, assustados quando chegamos em casa pela possibilidade de estar trazendo [o vírus] para nossa família. É um tormento para nós, profissionais, essa doença. E isso [a vacina] para nós é uma grande vitória”, disse.

 

Já Gelcimara Abadia de Oliveira, de 27 anos, é catadora de recicláveis há oito anos. Além dela, a mãe, de 52 anos, atua há 22 anos no mesmo ramo e outras quatro pessoas de sua família também fazem o mesmo, e pelo menos cinco membros já contraíram a doença. Ela relembrou dos momentos de insegurança e medo após ter contraído o vírus e a alegria de saber que a imunização dos colegas vai ocorrer no local de trabalho.

 

“Foi bem difícil, porque ali [no lixão] a gente corre o risco de pegar [Covid] a qualquer momento, porque ninguém sabe o lixo de quem está contaminado. Eu não fui contaminada através do trabalho, foi em casa, depois de receber um parente que estava com a Covid e não sabíamos. Cinco pessoas lá de casa foram contaminadas, mas graças à Deus conseguimos vencer. E com relação ao lixão, tem sido também bem difícil porque temos medo a todo momento, mas se Deus quiser mais pra frente nós vamos vencer. Eu sinto felicidade de me sentir imune, não 100%, mas pelo menos 90% sim. Eu quero dizer que o que tenho é gratidão à Deus e a todos que desempenharam esse programa. Com certeza vão facilitar bastante indo no local, porque não é todo mundo que tem como ir ao ponto ou saber aonde ir. La [no lixão] é um ponto ideal, e acredito que será um trabalho bem feito”, afirmou.

 

Bastante emocionada ao ver os profissionais sendo imunizados, a técnica de enfermagem, Maildes Vieira de Barros, contou que em 14 anos de profissão, sente-se privilegiada por ter sido convidada a participar da vacinação do grupo de vulnerabilidade.

 

“Quando eu fui para a saúde indígena enfrentei muita coisa, quando eu estava na UPA Morada do Ouro, também me deparei com muitas situações, mas igual essa pandemia, posso dizer com tanta certeza, que esse momento, além de crítico, é mais importante que estamos vivendo. A esperança é ver que as autoridades estão correndo atrás, que você não está à mercê. Está difícil, tem hora que vemos as pessoas falar que não tem mais vacina, mas Cuiabá tem que se orgulhar, e eu me orgulho muito por isso. A secretaria de Saúde está de parabéns, o prefeito também, a primeira-dama, e todos da equipe de Saúde que estão se empenhando, me deixam muito orgulhosa”, disse.

 

De acordo com a secretária da SMS, Ozenira Félix, a vacinação aos grupo de vulnerabilidade será realizada sem a necessidade desse público prioritário se dirigir aos polos de imunização instalados na capital. "Todos serão vacinados na sede de seus respectivos trabalhos. Nós vamos atuar com estas categorias nas próprias unidades onde elas trabalham. Já vamos começar com o agendamento pelo pessoal transporte, depois vamos a cada uma empresa e formaremos uma agenda. Então, cada um de vocês será vacinado conforme o cronograma que estamos elaborando, para não haver tumultos”, explicou.

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Comentários

Reghis - 05/05/2021

Esta matéria é um oásis no deserto. Com tantas notícias ruins e pesadas, algo leve, suave, alegre e que nos trás esperança de dias melhores e que somente o amor incondicional ao próximo é a solução para minimizar as mazelas de nossa sociedade. Que todos nós enquanto cidadãos também pratiquemos a arte de "vacinar" nossos irmãos menos favorecidos.

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