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taxa de juros 14.01.2024 | 08h00

Bradesco Asset revê de 9,5% para 8,5% previsão para Selic no fim do ano

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Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

A Bradesco Asset Management passou a projetar um ciclo contínuo na redução da taxa de juros no Brasil, ao invés de um ciclo em duas etapas, levando em conta a aproximação do primeiro corte de juros nos Estados Unidos, previsto agora pela casa para junho e não mais novembro.

 

A avaliação é de que o movimento do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve remover uma potencial restrição à trajetória da Selic. Assim, a gestora do Bradesco ainda prevê redução da Selic até a taxa terminal de 8,50%, porém com esta taxa já sendo alcançada em novembro, quando, espera, o ciclo será fechado pelo Banco Central (BC).

 

Antes, a aposta era de que a flexibilização monetária se daria em duas etapas, com a Selic caindo para 9,5% ao fim deste ano, e recuando, numa segunda etapa, para 8,5% apenas em 2025, na esteira do relaxamento dos juros nos Estados Unidos.

A observação faz parte de um relatório de revisão de cenário no qual a Bradesco Asset também revê o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024: de 1,5% para 1,7%, saindo de 2,8% do ano passado.

 

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Conforme a gestora, o processo de normalização da inflação, assim como no exterior, foi consolidado no Brasil, de modo que o IPCA deve fechar 2024 em 4%, após marcar 4,6% em 2023. A expectativa é de que o aumento da inflação de alimentos será amortecido pela continuidade da baixa inflação dos bens e desinflação dos preços serviços.

 

O cenário leva em conta ainda uma mudança da meta de déficit zero para um objetivo de déficit primário de 0,75% do PIB, com manutenção da margem de tolerância de 0,25 ponto porcentual. “A possibilidade de revisão da meta de resultado primário para 2024 e anos seguintes seguirá presente. O resultado primário seguirá no terreno deficitário no horizonte previsível”, prevê a Bradesco Asset. A projeção é de déficit primário equivalente a 0,6% do PIB em 2024.

 

Apesar disso, a gestora não vê grande variação em termos reais dos gastos do governo, o que, junto com a acomodação da produção do setor agropecuário, deve tirar força da atividade.

 

Em paralelo, observa, o Fed deve começar a reduzir antes do que era previsto o aperto da política monetária nos Estados Unidos, levando a taxa de juros do país para 4,25% até o fim do ano, abaixo dos 5% previstos anteriormente. A começar por uma redução de 25 pontos-base em junho, a expectativa é de um corte total de 125 pontos-base dos Fed Funds, dada a preocupação do Fed com a desaceleração da atividade e o desaquecimento do mercado de trabalho.

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