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Cuiabá, Sexta-feira 12/06/2026

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DEU EM A GAZETA 12.06.2026 | 06h56

Cuiabá tem o segundo maior aumento de cesta básica

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Cuiabá registra o 2º maior aumento acumulado no preço da cesta básica entre as capitais brasileiras nos últimos 12 meses. A majoração no período chega a 14,16%, atrás apenas de Recife (14,29%). Além disso, a Capital mato-grossense permanece em maio com a 2ª cesta básica mais cara do país, posição que ocupa desde abril deste ano, sendo superada apenas por São Paulo (R$ 952,20).

 

O conjunto dos alimentos essenciais passou a R$ 925,49, após avanço de 5,16% em relação ao mês anterior, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No acumulado de 2026, o custo dos produtos prioritários em Cuiabá subiu 16,96%, a 6ª maior alta entre as 27 cidades pesquisadas.

 

No acumulado dos últimos 12 meses, o tomate apresentou a maior elevação de preço em Cuiabá, de 58,63%, seguido pela batata (51,08%), feijão carioca (32,45%), banana (15,74%), carne bovina (12,49%) e pão francês (4,94%). Houve reduções do açúcar (-21,77%), farinha de trigo (-10,34%), manteiga (-10,22%), arroz agulhinha (- 9,09%), café em pó (-8,20%), óleo de soja (-3,63%) e leite integral (-0,29%). Apenas nos 5 primeiros meses de 2026, o tomate teve disparada de 155,42%, enquanto a batata avançou 77,78% e o feijão carioca 35,58%.

 

Encareceram também o arroz, leite, carne bovina e pão francês. Sete dos 13 produtos indispensáveis tiveram aumento mensal nos preços. A batata liderou os reajustes de abril para maio, com alta de 53,94%, seguida pelo tomate (15,79%), carne bovina (3,22%), arroz (2,56%), leite integral (2,10%), pão francês (1,14%) e feijão carioca (1,13%).

 

PESO DOS PREÇOS

Com o encarecimento da cesta básica, o trabalhador cuiabano remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621 precisou dedicar 125 horas e 37 minutos de trabalho para adquirir os alimentos básicos em maio.

 

Em abril, eram necessárias 119 horas e 26 minutos, enquanto em maio de 2025 a jornada equivalente era de 117 horas e 29 minutos. Após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, o trabalhador comprometeu 61,72% do salário mínimo líquido para comprar a cesta básica em maio. O percentual era de 58,69% em abril e de 57,74% no mesmo mês do ano passado.

 

Com base na cesta de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de 4 pessoas deveria ter sido de R$ 7.999,44 em maio, o equivalente a 4,93 vezes o piso nacional vigente. A pesquisa mostra que o valor da cesta básica aumentou nas 27 capitais brasileiras em maio, com destaque para Recife (8,05%).

 

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

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