Ministério das Comunicações 27.01.2026 | 14h03

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Layo Stambassi/MCom
A chegada da internet às Unidades Básicas de Saúde (UBS) das aldeias indígenas Piebágas e Arareal, em Santo Antônio de Leverger (MT), está mudando a rotina de atendimento médico e salvando tempo em emergências. Antes marcada por dificuldades de comunicação com equipes de saúde dos polos base, a região passou a contar com conexão estável, que agiliza o acionamento de médicos, ambulâncias e orientações clínicas à distância.
Cacica da aldeia Piebágas desde 2021, Rose Waigarureudo resume a transformação vivida pela comunidade: “Sempre temos final feliz e nenhum caso de saúde agora vira tragédia”. Segundo ela, a internet permitiu contato rápido e direto com profissionais do Polo Base de Rondonópolis, especialmente em ocorrências envolvendo crianças e idosos, que exigem resposta imediata.
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A UBS de Piebágas é uma das 60 unidades indígenas conectadas no Mato Grosso pelo Ministério das Comunicações por meio do programa Wi-Fi Brasil, em parceria com a Telebras. A iniciativa leva internet gratuita, via satélite e terrestre, a regiões remotas e socialmente vulneráveis. Além da Piebágas, a aldeia Arareal também passou a contar com o sinal, ampliando o alcance dos atendimentos médicos na região.
“Conectar uma UBS remota significa ampliar o acesso da população indígena a serviços de saúde que antes estavam distantes. A internet hoje é indispensável para a saúde pública, sobretudo em áreas isoladas. Esse processo de inclusão digital fortalece o atendimento local e beneficia não apenas a aldeia, mas todo o entorno”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Moradora da aldeia Piebágas, Leidiane Araro destaca que a conectividade mudou a dinâmica do socorro, especialmente para os idosos. “A internet virou uma ponte para melhorias. Agora, conseguimos acionar os médicos rapidamente, muitas vezes para que eles venham até a aldeia, em vez de precisarmos deslocar o paciente para longe”, relatou.
Em 2025, o Ministério das Comunicações, em parceria com o Ministério da Saúde, prevê conectar mais de 1.100 Unidades Básicas de Saúde remotas em todo o país. As ações priorizam comunidades indígenas, rurais e regiões de difícil acesso, reforçando o compromisso do Governo do Brasil em usar a conectividade como ferramenta de inclusão, cidadania e proteção à vida.
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