NA TV 09.09.2026 | 13h20

redacao@gazetadigital.com.br
Montagem GD
No bloco destinado aos candidatos ao governo de Mato Grosso, a propaganda eleitoral gratuita veiculada nesta quarta-feira (9) foi aberta pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição. O programa focou na participação feminina na gestão e no perfil de sua vice, Gisela Simona (União).
"Em pouco tempo à frente do governo, Pivetta ampliou ainda mais a presença das mulheres nos espaços onde as decisões são tomadas", iniciou a locutora. Em depoimento, Gisela se apresentou ao eleitorado. "Eu sou uma cuiabana, mulher negra, advogada, servidora pública há 25 anos. Com a minha trajetória, eu trago aqui uma luta gigante. Eu estou aqui ao lado de Pivetta porque eu acredito no Pivetta. É um dos políticos mais eficientes do Brasil".
Ela citou o histórico do gestor no interior do estado, lembrando que Pivetta foi prefeito em Lucas do Rio Verde. “Uma vila que não tinha sequer um palmo de asfalto, se tornasse uma das 30 melhores cidades do país para se viver. Pivetta transforma as cidades para ficarem boas para as pessoas, para que as mulheres da cidade e do campo não se sintam esquecidas. Por isso que nós estamos aqui para dizer: 'Juntos por Mato Grosso não vai parar!".
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Na sequência, Pivetta declarou que dedicaria tudo o que aprendeu na vida, mais a inspiração em Deus, e mais a ajuda de Gisela para fazer ‘o melhor governo da história de Mato Grosso’. “Nós vamos cuidar das pessoas", completa. O programa veiculou depoimentos de beneficiárias de programas sociais, ressaltando o "Ser Capacita", "Ser Criança" e ações de habitação.
"Quando eu vi minhas filhas entrando aqui, na nossa casa, nós todos chorou, nós ficamos de joelhos, nós agradecemos por saber que é meu", relatou uma moradora. Mauro Mendes também apareceu no programa para reforçar a aliança.
Na sequência, o senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao governo, centrou suas críticas no histórico de obras paralisadas da atual gestão estadual. O programa abriu com o relato de uma moradora.
"É uma vergonha! Acabou a nossa escola, né, que é uma escola lá antiga. Mandou derrubar para construir em dois anos. E ficou isso que você está vendo aqui, né?". O locutor apontou que "Mato Grosso tem atualmente 178 obras paradas. Dessas, mais de 100 começaram neste governo e estão paralisadas".
Wellington Fagundes afirmou que "obra parada’ é transtorno para a população, e “dinheiro público jogado fora”. “No meu governo, vamos fazer mutirões para concluir todas as obras, começando pelas creches, escolas e obras de saúde", pontua.
A narração enumerou projetos antigos com a participação do candidato sob o bordão "tem trabalho de Wellington!", enquanto eleitores criticaram a qualidade da infraestrutura. "Muito descaso com o nosso dinheiro público" e "cadê o dinheiro?".
Fagundes prometeu "asfaltar 1.000 quilômetros de rodovias por ano" e "substituir todas as pontes de madeira por concreto", com "estradas de asfalto e de concreto com qualidade e a um preço justo, que não esfarela". No setor de educação, prometeu reformar escolas e "realizar concursos no lugar de contratos temporários".
Encerrando a exibição dos candidatos ao governo, a médica Natasha Slhessarenko (PSD) focou seu tempo na pauta do combate à violência de gênero e na criação de estrutura governamental dedicada às mulheres. O programa abriu com o desabafo de uma eleitora. "Chega desse povo! Agora é Natasha!".
Em sua fala, a médica declarou. "Não dá mais para aceitar que as mulheres em Mato Grosso continuem vivendo sob o medo, a ameaça, a violência dentro e fora de casa. O enfrentamento à violência contra a mulher precisa ser uma prioridade permanente, com prevenção, proteção e políticas públicas capazes de mudar essa realidade.
Natasha propôs a criação da "Redes Mulher MT", integrando delegacias, defensoria e acolhimento, além da criação da Secretaria da Mulher e de casas regionais. A candidatura destacou propostas como a ampliação da Patrulha Maria da Penha, delegacias 24 horas, o Botão de Emergência e o Protocolo Estadual de Prevenção ao Feminicídio.
Apoios de eleitoras foram veiculados durante a exibição: "Chega de feminicídio em Mato Grosso! O Estado que mais mata mulher! Um homem nunca vai saber mudar da maneira que uma mulher sabe, sentindo na pele o que uma mulher sente". A candidata concluiu afirmando. "Vamos fazer diferente: cuidando de mulheres!".
Além dos candidatos com espaço na televisão e no rádio, a disputa pelo Governo de Mato Grosso conta com os Rafaell Milas (Missão), Sargento Lauricério (Agir) e Maurício Coelho (Mobiliza), que não dispõem de tempo no horário eleitoral gratuito em razão das regras da cláusula de barreira, que restringem o acesso de partidos sem representatividade parlamentar mínima aos fundos públicos e ao tempo de antena.
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