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Cuiabá, Quarta-feira 09/09/2026

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HORÁRIO ELEITORAL 09.09.2026 | 14h10

Candidatos ao Senado levam à TV jornada 6x1, segurança e pauta feminina

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Montagem GD

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O programa eleitoral desta quarta-feira (9), exibido no rádio e na televisão para as candidaturas ao Senado por Mato Grosso, colocou no centro das atenções temas de forte impacto social, como a alteração da jornada de trabalho e o combate à violência contra a mulher.  

 

A exibição foi aberta com a participação do senador Carlos Fávaro (PSD), que busca a reeleição. A inserção focou no debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1, projeto atualmente em tramitação no Senado. A propaganda veiculou depoimentos sobre a rotina exaustiva das trabalhadoras domésticas.  

 

"O dia mais cruel para as mulheres. No dia livre, elas acabam se dedicando à família e à casa e ficam sem lazer e sem descanso. Limpa a casa, lava a roupa, organiza a coisa", relatou uma trabalhadora no trecho exibido. Outro depoimento defendeu a mudança para a jornada 5x2.

 

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"Quem trabalha seis por um esquece outras coisas. Eu gostaria de ter duas folgas por semana sempre. Um dia mais de descanso daria para eu ter mais tempo para minha família, para meus filhos", complementando que "descansar não acontece. Eu acredito que seria justa a escala cinco por dois".   

 

Encerrando a participação, Fávaro destacou sua atuação parlamentar. "Com as bênçãos de Deus e o seu voto, vou seguir trabalhando para melhorar a sua vida. Fávaro. Força em Brasília para fazer mais por Mato Grosso".   

 

Na sequência, a propaganda do ex-governador e ex-senador Pedro Taques (PSB) resgatou sua trajetória institucional como procurador da República e a atuação no combate às organizações criminosas no estado. A narração relembrou suas ações na Justiça.

 

"Mato Grosso não aguenta mais o avanço das facções. Pedro Taques sabe bem o que é isso. Foi procurador da República em 12 estados e enfrentou o crime organizado. Prendeu traficante, senador e chefe de facção. Entre estas testemunhas está o senador Pedro Taques, que denunciou João Arcanjo Ribeiro". 

 

A locução citou ainda que o candidato "fez curso contra o crime financeiro no FBI" e "foi para a Itália aprender como combater as máfias", mencionando que "no Senado fez parte do novo Código Penal e transformou a corrupção em crime hediondo". Já Taques afirmou que  "a sociedade brasileira clama por mudança, por dignidade, por esperança, por novos costumes políticos, por uma nova compreensão de nosso papel como senadores da república". 

 

Programa concluiu afirmando que "tem gente que faz obra e panha dinheiro. Pedro faz justiça", encerra o programa.  

 

O segundo bloco começou com o ex-governador Mauro Mendes (União), que defendeu endurecimento penal e relembrou sua experiência no Poder Executivo. "O senador, eu acho que ele tem que ter muita coragem, entrou, resolveu o problema. Fui prefeito, fui governador, empreendedor e posso dizer com muita certeza que conheço aquilo que é necessário fazer para os municípios, para os estados e para destravar o desenvolvimento, para combater o crime e criar qualidade de vida para as pessoas. Mas tem que ter coragem, e isso eu tenho".  

 

"Leis de combate ao crime, o Senado tem que mudar, ninguém aguenta mais, então coragem para lutar", completou.  

 

Na sequência, a senadora Margareth Buzetti (PP) apresentou o plano de propostas batizado de "Nossa Senhora". A parlamentar afirmou que "virou rotina" ver notícias sobre violência. "Você liga a TV e escuta: mulher é mantida em cárcere privado pelo ex. Entra nas redes sociais e vê: criança de 4 anos é morta pelo tio. O pior de tudo é que muita gente se acostumou a viver com medo. Mas isso não é normal", disse.  

 

Buzetti apresentou a estrutura de seu projeto aprovado. "A lei que aumentou a pena de quem mata uma mulher fui eu que escrevi. Ela é o eixo a proteger, só que proteger é o primeiro degrau. Depois vem cuidar com creche, saúde da mulher. E fortalecer com trabalho, crédito e a mulher com o próprio dinheiro".  

 

Já o deputado federal Zé Medeiros (PL) utilizou seu espaço para reafirmar o alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e fazer a defesa do agronegócio. A locução apresentou Medeiros como "o candidato indicado por Bolsonaro para o Senado no Mato Grosso".  

 

"O agro é o setor mais importante do Mato Grosso. Mas, por incrível que pareça, ao invés de receber todo o apoio e ter o governo federal como parceiro, o agro é maltratado, atacado e perseguido pelos órgãos ligados a ele", diz Medeiros. O programa apresentou ainda o suplente Odílio Balbinotti (PL).

 

"A gente realizou os nossos sonhos aqui nesse estado turístico, que hoje é referência mundial na produção agrícola. Vamos juntos nessa caminhada", conclui.   

 

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) encerrou o bloco priorizando propostas para a segurança das mulheres e das escolas. Riva pontuou que "Mato Grosso é o estado que mais mata mulheres no Brasil" e que "grande parte desses crimes acontecem dentro de casa".  

 

Entre as propostas, defendeu que "condenados por feminicídio e estupro sejam punidos com a prisão perpétua" e a criação do projeto ‘Olho Vivo Mato Grosso’, "uma rede de monitoramento facial em tempo real com a ação imediata da polícia para prender agressores que cheguem perto de mulheres com medida protetiva", explica.  

 

Defendeu também "nacionalizar a lei da patrulha em Ribonel com atendimento preventivo e periódico nos moldes da Lei Maria da Penha".  

 

O último foi o candidato Antônio Galvan (Avante), que manteve na inserção  o mesmo formato de programas anteriores, utilizando o tempo na televisão para se apresentar ao eleitorado e relembrar o desempenho das urnas na disputa de 2022.  

 

Já os candidatos Beny Godoy (Agir), Coronel Darwin (Democrata) e Professor Nelson Ferreira (Agir) não dispõem de tempo no horário eleitoral gratuito, em razão das regras de cláusula de barreira que limitam o acesso de partidos sem representação mínima no Congresso Nacional ao fundo partidário e à propaganda de rádio e TV.

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