influência para próprias empresas 22.09.2026 | 19h08

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O candidato a governador Wellington Fagundes (PL) acusou o postulante à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) de ter recebido R$ 500 milhões em incentivos do governo estadual ao longo do mandato em conjunto com o ex-governador Mauro Mendes (União). A denúncia foi feita nesta terça-feira (22), em conversa com a imprensa após sabatina realizada por entidade representativa da classe médica.
“O governador em exercício, em sete anos, só para as empresas dele foram R$ 496 milhões, meio bilhão de reais. Isso é uma vergonha, isso é inaceitável. O governador em exercício, por sete anos de mandato, aproveitou a influência política para favorecer as empresas dele próprio. É inaceitável”, acusou o senador.
Wellington disse que os recursos destinados para incentivos fiscais no estado são da ordem de R$ 15 bilhões, mas ficam concentrados em 30 empresas. Além disso, ressaltou a falta de recursos para as unidades de saúde em todo o Mato Grosso.
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“Se hoje está faltando dinheiro para vacina, se está faltando dinheiro para as cirurgias, é porque os incentivos fiscais estão sendo concentrados, R$ 15 bilhões, nas mãos de 30 empresas. Vocês sabem o que são R$ 15 bilhões? É o orçamento da Educação, da Saúde e da Segurança”, comparou.
Ataque aos Maggi
Fagundes também afirmou que o Fundo do Algodão possui aproximadamente R$ 2 bilhões em caixa, que deveriam estar sendo usados para o desenvolvimento da cadeia produtiva do estado.
Em determinado momento, o senador perguntou aos jornalistas se eles sabiam quem controlava esses recursos, ao que uma jornalista respondeu, apontando a família Maggi.
“Vocês sabem. Você está respondendo, você está respondendo. Quem controla o Fundo do Algodão hoje? Quem controla? Você está respondendo. São pouquíssimos e esse dinheiro tinha que servir para gerar emprego”, alegou.
Empresas terceirizadas
Ainda na conversa com os jornalistas, Fagundes disse que Pivetta estaria obrigando empresas terceirizadas do governo do estado a contratarem cabos eleitorais que trabalham no projeto de reeleição do governador.
“Eles estão usando essas terceirizadas principalmente nos municípios para fazer com que essas empresas que têm 30 funcionários contratem mais 20 para serem cabos eleitorais”, denunciou Wellington.
Questionado se a denúncia havia sido formalmente entregue à Justiça ou ao Ministério Público, o candidato disse que estava usando a imprensa para que essas autoridades tomassem conhecimento dos fatos apontados por ele.
“Eu entendo que a imprensa tem fé pública. Quando um jornalista denuncia isso, é mais do que uma denúncia formal, ela é pública. E essa denúncia está feita pública”, concluiu.
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