SEM IMPOSIÇÃO 29.08.2026 | 12h00

fred.moraes@gazetadigital.com.br
João Vieira
O candidato ao Governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes (PL), afirmou que não defende a expulsão de prefeitos do partido que decidiram apoiar seu adversário, Otaviano Pivetta (Republicanos). A declaração ocorre em meio à crise interna do PL, que colocou em lados opostos o candidato ao Executivo e prefeitos da legenda das principais cidades mato-grossenses, entre eles Abilio Brunini (Cuiabá), Cláudio Ferreira (Rondonópolis) e Flávia Moretti (PL).
Questionado sobre a pressão para que integrantes do partido sigam a candidatura própria do PL, Fagundes disse ser contrário à imposição e defendeu liberdade para que cada político faça sua escolha.
Leia também - Fagundes resgata impeachment de Dilma e Collor para rebater rótulo de ‘melancia'
"Eu não defendo isso, eu acredito que todo mundo tem que ter liberdade. Primeiro, por isso que nós queremos a eleição do Flávio Bolsonaro, para resgatar o direito de todos irem e virem, para que a liberdade seja plena, para que a imprensa tenha direito democrático, inclusive de criticar. O político que não aceita crítica não pode ser homem público. Então, eu estou pronto, preparado, energizado para fazer uma campanha altiva, com respeito a todos", disse em entrevista esta semana.
Fagundes também afirmou ter recebido ligações de prefeitos relatando pressão para assinar uma suposta manifestação política, ligada à ala governista, impondo apoios no interior do estado. Apesar disso, garante ter entendido a situação de cada gestor municipal e pontua que o prefeito foi eleito para defender os interesses de suas cidades e não pode ficar submetido a um único partido.
"Eu recebi muitas ligações de prefeitos: 'Wellington, estão me pressionando para assinar um abaixo-assinado'. Eu respondi: 'Assine, prefeito. Faça isso, você tem que brigar e lutar pelos recursos e interesses da sua cidade'. Ele foi eleito para isso. O prefeito, depois de eleito, não pode ter carimbo e obrigação de atender só esse ou aquele partido. Ele tem que atender a todos", emendou.
Mesmo com a resistência dos gestores em apoiarem o projeto de Fagundes, a direção nacional do PL determinou ainda este mês que filiados não façam pedidos públicos de votos para Pivetta, sob risco de medidas disciplinares. A orientação atingiu diretamente prefeitos que já sinalizavam apoio ao governador.
Conforme apurado pelo
, o acordo com Valdemar da Costa Neto, presidente nacional da legenda, previa que ninguém seria obrigado a apoiar Wellington, mas não seria admitido fazer críticas à campanha dele de forma pública.
Num primeiro momento de debandada no apoio, a liderança do partido havia ameaçado expulsar os infiéis, mas depois o discurso se tornou mais ameno. Hoje não há obrigações.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.