TEMPO DE 'CONVERSA FIADA' 03.09.2026 | 11h16

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João Vieira
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), pré-candidato à reeleição em Mato Grosso, criticou durante sabatina com representantes do setor produtivo as promessas de pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos. Citou ainda que, quem pagar a RGA, não vai ter dinheiro para investir no Estado.
O encontro foi realizado na manhã desta quinta-feira (3), em Cuiabá, e promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-MT).
Durante sua participação, Pivetta afirmou que o período eleitoral é marcado por “mentira, conversa fiada, calúnia” e promessas que, segundo ele, não teriam respaldo financeiro.
Ao abordar especificamente a RGA, o governador afirmou que o reajuste prometido por adversários poderia custar cerca de R$ 4 bilhões por ano aos cofres públicos. Segundo ele, o valor seria equivalente à capacidade de investimento prevista pelo Estado para o próximo ano.
“É tempo de mentira, conversa fiada, calúnia, denegrir a imagem dos outros, de prometer que vai dar RGA. Sabe quanto custa a RGA que estão prometendo dar? R$ 4 bilhões por ano. Sabe quanto temos para investir no ano que vem? Temos R$ 4 bilhões”, declarou.
Na avaliação de Pivetta, um eventual governo que destine esse montante ao reajuste comprometeria a capacidade de realizar novos investimentos. “Ou faz investimento ou administra a folha de pagamento. Eu quero fazer o que o povo deseja que seja feito: terminar quatro hospitais, contratar mais hospitais particulares para prestar serviço”, afirmou.
O governador também defendeu uma relação de diálogo com os servidores públicos, mas disse ser contrário a promessas de reajustes sem a indicação da fonte dos recursos. “Eu vou pagar em dia as contas, valorizar o servidor público, sentar para conversar, mas sem conversa fiada, sem promessa. O cara que diz que vai dar RGA, vocês precisam perguntar de onde vai tirar o dinheiro, o recurso”, disse.
Readequação salarial
Pivetta também falou sobre a política salarial do funcionalismo e afirmou que pretende discutir uma repactuação caso seja reeleito. Segundo o governador, a média salarial do servidor público estadual estaria em torno de R$ 12 mil, mas haveria diferenças significativas entre as remunerações.
“Nosso servidor público é de altíssimo valor, mas o salário médio do servidor é de R$ 12 mil. Tem gente que ganha R$ 40 mil e tem gente que ganha R$ 4 mil. Eu vou sentar com Gisela Simona, que é minha vice e servidora, e fazer uma repactuação”, afirmou.
Na sequência, Pivetta defendeu uma política de valorização dos servidores que recebem os menores salários, enquanto propôs limitar novos ganhos para aqueles que já possuem remunerações mais elevadas.
“Quem ganha R$ 4 mil tem que ganhar mais. Agora, quem ganha R$ 40 mil tem que parar um pouco. Quer ganhar mais? Vai empreender na iniciativa privada”, completou.
A sabatina reuniu representantes do setor produtivo e colocou em pauta temas relacionados à economia, gestão pública, investimentos e desenvolvimento de Mato Grosso.
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