20.07.2018 | 10h20
Antônio Pereira Rodrigues Neto, empresário suspeito de ser o mandante da morte do prefeito de Colniza (1.065 Km a Noroeste de Cuiabá), Esvandir Antônio Mendes, pediu para que a juíza Daiane Marilyn Vaz, em substituição legal na Vara Única daquele município, para ser interrogado por carta precatória na ação penal em que é réu.
O pedido foi impetrado pelo advogado Gilberto Carlos de Morais, que é de Goiânia e argumentou que pretende participar de todos os atos relacionados ao seu cliente, que está preso em Cuiabá, bem como sua esposa, a médica Yana Fois Coelho Alvarenga, que também é ré na ação e para quem foi determinada oitiva por carta precatória.
Reprodução/Gazeta Digital![]() Esvandir Mendes, vítima de homicídio |
O advogado de Antônio pediu que sejam dadas informações sobre a forma como seu cliente será ouvido nos autos, já que procurou no site do Tribunal de Justiça e não localizou as cartas precatórias em relação ao réu.
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A defesa também destacou que a direção do presídio de Colniza se mostrou desfavorável à transferência do acusado para aquela comarca. “Antevendo o decisum de Vossa Excelência na oportunidade requer a expedição de oficio ao Presídio de Cuiabá, com o mesmo fim, como requerido no pedido de transferência formulado anteriormente”, pediu.
As primeiras audiências do processo (que tramita em segredo de justiça) estão marcadas para os dias 2, às 12h30, e 3 de agosto, às 8h30. Nas ocasiões, estão previstas as oitivas das testemunhas de defesa de Yana Alvarenga e de Antônio Pereira.
Além deles, também são réus Zenilton Xavier de Almeida e Welison Brito Silva, porém em ação desmembrada.
A ação criminal foi proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE), que aponta crimes de formação de quadrilha, crimes de trânsito, corrupção de menores e homicídio qualificado. Além do prefeito Esvandir, também foi vítima do caso, o ex-secretário de Administração de Colniza, Admilson Ferreira dos Santos.
Ambos foram vítimas de uma perseguição na estrada, que acabou com tiros que mataram o prefeito no dia 15 de dezembro de 2017. Eles estavam a bordo de uma Toyota SW4 preta, a cerca de 7 quilômetros da entrada de Colniza. Também havia familiares do prefeito no veículo, que não foram atingidos.
Era o prefeito quem dirigia o carro. Mesmo ferido, ele ainda conseguiu dirigir até a Avenida 7 de Setembro, no centro da cidade, quando perdeu o controle do veículo e bateu o carro, morrendo em seguida. O ex-secretário foi atingido por tiros na perna esquerda e nas costas e ficou internado por alguns dias. Após receber alta, ele deixou a cidade.
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