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Atos violentos 05.05.2026 | 14h18

Deputado Thiago Rangel tem mensagens de ameaças exposta; ’12 tiros no portão’

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Reprodução/ R7

Reprodução/ R7

Ao autorizar a prisão do deputado estadual Thiago Rangel, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), destacou mensagens interceptadas pela Polícia Federal que citam atos violentos e intimidação.

 

Os diálogos, registrados em 2022, revelam ameaças a um crítico do político nas redes sociais e menções a disparos de arma de fogo contra um portão.

 

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Em um dos trechos, em conversa com um aliado, é mostrada uma publicação criticando o deputado. Rangel afirma: “vou dar jeito nele” e, em seguida, menciona que enviaria uma “surpresa”, acrescentando: “depois de 12 tiros no portão o recado está dado”.


Mais cedo, a PF (Polícia Federal) cumpriu sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão, incluindo o parlamentar, contra integrantes de uma organização criminosa investigada por fraudes em licitações na Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.


A força-tarefa faz parte da quarta fase da Operação Unha e Carne, que investiga o desvio de dinheiro público por meio de contratações entre escolas estaduais e empresas previamente selecionadas, vinculadas ao esquema.

 

O cumprimento das ordens judiciais ocorreu nas cidades fluminenses do Rio de Janeiro, de Campos dos Goytacazes, de Miracema e de Bom Jesus do Itabapoana.

 

Os investigados devem responder judicialmente pelos seguintes delitos: organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.


A Procuraria-Geral da República se manifestou “pelo deferimento das providências cautelares pleiteadas pela Polícia Federal e pelo afastamento do exercício de cargo público ocupado pelos requeridos”.


Segundo Moraes, os elementos da investigação evidenciam indícios robustos da existência e da atuação atual de organização criminosa estruturada e estável, voltada à prática reiterada dos delitos de peculato, corrupção ativa e corrupção passiva.

 

“A análise do modus operandi revela divisão de tarefas, permanência no tempo e utilização de cargos e estruturas públicas para a consecução dos ilícitos, demonstrando risco concreto de continuidade delitiva e de reiteração criminosa”, disse.

 

 

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