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27.07.2017 | 19h14

Governo e Consórcio pedem mais 30 dias à Justiça para acordo sobre o VLT

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Sem conseguir sanar todas as irregularidades apontadas pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual, o governo do Estado e o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande protocolaram na tarde desta quinta-feira (27), na Justiça Federal, pedido de mais 30 dias úteis de prazo para apresentarem versão da minuta de acordo entre as partes.

Marcus Vaillant

O documento foi protocolado na 1ª Vara Federal em Mato Grosso, já que o juiz Ciro José de Andrade Arapiraca, tinha estipulado prazo de 5 dias úteis, que terminou nesta quinta-feira, para que as partes entrassem num consenso, o que ainda não aconteceu.

“O desafio das partes é encontrar uma solução amigável que atenda ao interesse da retomada das obras, com segurança jurídica o que pressupõe, no caso de acordo, a óbvia anuência dos Ministérios Públicos”, diz trecho do documento protocolado na Justiça Federal.

“Cabe registro que no prazo conferido por esse juízo as partes realizaram encontros com representantes do MPE e está agendada para a próxima semana reunião com o MPF”. De acordo com o governo, das reuniões realizadas com o MPE surgiu a necessidade de produção de documentos complementares “para esclarecer ponto relevante levantado pelo Ministério Público, que demanda tempo adicional no interesse do acordo”.

“As partes peticionantes reiteram firme proposito de achar a uma solução consensual para a retomada das obras de forma a propiciar o aproveitamento de todos os atos inerente às negociações levadas ao conhecimento deste juízo, já que se não houve acordo judicial a ação deverá retomar singular marcha com destranhamento de todas as petições e documentos relativos ao acordo que se está a tentar”, pondera.

“Diante do exposto, as partes requerem dilação de prazo para apresentação de versão do termo que leve em consideração questões suscitadas pelo MP por 30 dias úteis em razão da necessidade de se produzir novos documentos, estudos e também de se realizar novas reuniões com os técnicos envolvidos de todas as partes e também com representantes dos Ministérios Públicos, mantendo-se suspensas a ação e a vigência do contrato 37/2012”.

O documento é assinado pelo Procurador-Geral do Estado, Rogério Gallo, pelo procurador Carlos Antonio Perlin e advogado de Brasília, William Romero.

Secom-VG

O governador Pedro Taques estava confiante pela manhã. Disse que dos 26 apontamentos feitos pelos MPs faltavam apenas 2 pontos para serem acordados. “Sábado passado eu estive em são Paulo, onde o governador Geraldo Alchmin [PSDB] cedeu o Palácio para que nós fizéssemos uma reunião com o Consórcio VLT e ontem a nossa equipe técnica se reuniu com os peritos do Ministério Público Estadual. Vamos resolver esta obra”, pontuou ainda pela manhã. “Não podemos perder os R$ 700 milhões que estão parados”, acrescentou o governador.

Entre os apontamentos acolhidos pelo governo e pelo Consórcio VLT estava a indicação dos Ministérios Públicos em reduzir o prazo para conclusão da obra, de 24 para 19 meses. Estima-se que a medida pode representar uma economia de R$ 30 milhões a R$ 50 milhões no teto estipulado para a construção que, somando o passivo existente, estava na casa dos R$ 922 milhões.  

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Comentários

marcos - 28/07/2017

que obra demorada, que governo fraco e desprovido de atitude. quando vai terminar aquela rodovia parque do barbado governador. foi feito ali um belo supermercado (big lar) no jardim das américas, e em frente se encontra aquela obra que não anda. toma atitude governador e resolva isso.

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