06.08.2018 | 11h15
O juiz Murilo Moura Mesquita, da 11ª Vara de Justiça Militar de Cuiabá, determinou na sexta-feira (3) o envio de cópia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), na figura do ministro Mauro Luiz Campbell Marques, do depoimento prestado pelo cabo da Polícia Militar em Mato Grosso, Gerson Correa Junior, na ação conhecida como Grampolândia Pantaneira.
João Vieira![]() |
Na instância superior, alvo central da investigação é o governador Pedro Taques (PSDB). O ex-secretário da Casa Civil, Paulo César Zamar Taques, primo do governador, também tem conduta examinada no STJ.
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Os outros nomes no STJ são o do coronel Airton Benedito de Siqueira Júnior, do ex-secretário de Segurança Rogers Eizandro Jarbas, do corornel Evandro Aexandre Ferraz Lesco, do sargento João Ricardo Soler, do major pm Michel Ferronato e de Helen Christy Carvalho Dias Lesco (esposa de Lesco).
Confissão
Em audiência ocorrida na 11ª Vara da Justiça Militar de Cuiabá, no dia 27 de julho, Gerson confessou que, no caso conhecido como grampolândia pantaneira, Paulo Taques, ex-secretário de Casa Civil, foi o principal responsável.
Conforme Gerson, o primo do governador manteve do próprio bolso uma central de escutas telefônicas clandestinas visando vantagens no pleito eleitoral de 2014, quando Pedro Taques foi eleito.
“O interesse é do governador Pedro Taques e do senhor Paulo Taques, sem nenhuma sombra de dúvidas", disse o policial em sua confissão.
Os grampos
Reportagem do programa "Fantástico", da Rede Globo, revelou na noite de 14 de maio de 2017 que a Polícia Militar em Mato Grosso “grampeou” de maneira irregular uma lista de pessoas que não eram investigadas por crime.
A matéria destacou como vítimas a deputada estadual Janaína Riva (MDB), o advogado José do Patrocínio e o jornalista José Marcondes, conhecido como Muvuca. Eles são apenas alguns dos “monitorados”.
O esquema de “arapongagem” já havia vazado na imprensa local após o início da apuração de Fantástico.
Os grampos foram conseguidos na modalidade “barriga de aluguel”, quando investigadores solicitam à Justiça acesso aos telefonemas de determinadas pessoas envolvidas em crimes e no meio dos nomes inserem contatos de não investigados.
O processo na Justiça Militar
No processo da Justiça Militar, são réus os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Alexandre Ferraz Lesco, Ronelson Jorge de Barros, o tenente-coronel Januário Antônio Batista e o cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior.
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