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Cuiabá, Terça-feira 26/05/2026

Judiciário - A | + A

POSSUI reincidência criminal 26.05.2026 | 15h25

Justiça mantém preso acusado de matar colega de trabalho com faca e pauladas

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Gabriela Ramos

Gabriela Ramos

A Justiça de Mato Grosso decretou a prisão preventiva de Amarildo do Prado, acusado de matar o colega de trabalho Mario Alexander Rojas Caballero, 45, e enterrar o corpo em uma cova rasa em um estacionamento no bairro Baú, em Cuiabá. O crime aconteceu no sábado (23), mas só foi descoberto nessa segunda-feira (25). Ele confessou o crime à Polícia Civil e foi preso em flagrante. 

A decisão foi assinada pelo juiz plantonista Moacir Rogério Tortato, nesta terça-feira (26), que considerou presentes os requisitos legais para manter o suspeito preso pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

 

“Segundo a autoridade policial, entendeu que a ocultação de cadáver se trata de crime permanente, cuja consumação se protrai no tempo, remanescendo, assim, a persistência do estado de flagrância”, diz trecho da decisão.

 

O juiz também apontou a gravidade concreta do caso e citou a existência de uma execução penal em curso contra o suspeito, indicando possível reincidência criminal.

 

“Além da gravidade concreta do fato, apta a vulnerar a ordem pública, observa também a existência de execução penal em curso, na qual, em tese, ainda haveria pena a ser cumprida pelo ora apresentado, circunstância que revela renitência delitiva e reiteração criminosa”, afirmou.

A decisão não detalha crime anterior ao qual o acusado responde.

 

O caso 

Conforme as investigações, Mario foi encontrado parcialmente enterrado na tarde de segunda-feira (25), após policiais serem acionados por uma denúncia sobre um pé humano visível em uma área de obra no estacionamento.

Leia também - Assassino confesso diz que foi ameaçado e matou com faca e pauladas; 'era eu ou ele'

 

O suspeito, que trabalhava no mesmo local da vítima e mantinha desavenças frequentes com ela, passou a ser monitorado após comparecer ao trabalho com um hematoma no rosto, alegando ter sido vítima de roubo.

Na saída da delegacia, Amarildo ainda chegou a afirmar que foi por legítima defesa. “Foi acerto de contas porque era eu ou era ele. Ele me ameaçou de morte e eu matei”.

 

Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime aos investigadores e demonstrou a dinâmica do homicídio no local.

 

O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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