esfaqueado nas costas 07.05.2026 | 14h20

maria.klara@gazetadigital.com.br
JK Notícias
O processo criminal contra Wesley Jhonata Silva, acusado de abusar sexualmente de um adolescente de 14 anos, sofreu uma reviravolta jurídica nesta semana. A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal de Sinop (500 km ao Norte), determinou a instauração de um incidente de insanidade mental para avaliar se o acusado possui plena capacidade de entender o caráter ilícito de seus atos. Com a decisão, o andamento da ação penal está oficialmente suspenso até a conclusão dos exames periciais.
Os fatos que levaram à prisão de Wesley ocorreram em fevereiro de 2026, em um sítio localizado no Assentamento Rio Verde, em Ipiranga do Norte (530 km de Cuiabá). Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o acusado era amigo de longa data da família e estava hospedado na residência.
Na madrugada do crime, por volta das 5h, Wesley teria tentado praticar sexo oral no adolescente enquanto este dormia na sala. Ao acordar, o jovem reagiu e, para interromper a agressão, desferiu um golpe de faca nas costas do suspeito. Após o ato, a vítima buscou ajuda com familiares, e a Polícia Militar foi acionada.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Wesley trancado em um banheiro, ferido e com um cinto envolto no pescoço, em uma suposta tentativa de tirar a própria vida. Devido ao seu estado de saúde e ferimentos na face, ele foi encaminhado ao pronto-socorro e, posteriormente, transferido sob custódia para a delegacia de Sorriso.
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As investigações revelaram um histórico ainda mais sombrio. Segundo o Ministério Público, os abusos contra a mesma vítima teriam começado ainda em 2021, quando o menino tinha apenas 10 anos de idade.
O acusado teria se aproveitado da confiança da família para se aproximar da criança, oferecendo o uso de seu aparelho celular para jogos como isca para iniciar os atos libidinosos. A denúncia aponta que a continuidade dos abusos ao longo dos anos gerou um "temor reverencial" na vítima, o que dificultava qualquer resistência anterior.
Após ser citado no processo, Wesley apresentou sua defesa por meio de advogado constituído, Dener Felizardo, que solicitou a instauração do incidente de insanidade mental. O Ministério Público concordou com o pedido, e o juízo estabeleceu quesitos específicos para a perícia, tais como: O acusado é portador de alguma doença mental?; A doença já existia na época dos fatos ou sobreveio depois?; Ele era inteiramente incapaz de entender o caráter criminoso do fato?
A perícia será realizada pela Gerência de Psiquiatria Forense da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Enquanto isso, Wesley Jhonata Silva permanece preso preventivamente no Presídio Ferrugem, em Sinop. Além da condenação penal, o Ministério Público requer o pagamento de R$ 20.000,00 a título de indenização por danos causados à vítima.
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