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NO DIA QUE A PEDIU EM CASAMENTO 11.11.2021 | 11h02

Médico é condenado a 41 anos por matar namorada grávida

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Reprodução

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Após mais de 10 horas de julgamento, o médico Fernando Verissimo de Carvalho, 30, foi condenado a 41 anos de prisão por matar a namorada gestante de 4 meses. O júri popular foi realizado na quarta-feira (10) e terminou quase 23h, em Rondonópolis (215 km ao Sul). O crime ocorreu em 2018.


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O juiz Wagner Plaza Machado Junior, presidente do Tribunal do Júri, foi quem presidiu a sessão na qual o Conselho de Sentença reconheceu a culpa do réu.


A jovem Beatriz Nuala Soares Milano foi morta no dia 23 de novembro, na casa do casal do bairro Vila Aurora, em Rondonópolis. Ela sofreu vários traumatismos na cabeça, que a levaram à morte.


Segundo consta na decisão, o casal se conheceu em São Paulo, onde residiam, e começaram a namorar em 2017. Logo, a vítima foi promovida de cargo no trabalho e ambos se mudaram para o interior de Mato Grosso. Em setembro daquele ano, a mulher descobriu a gravidez e a relação que já era conturbada se tornou ainda pior.


O réu não se interessou pela gravidez e chegou a questionar a paternidade. Ele se “mostrava uma pessoa ciumenta, irritadíssima, de temperamento explosivo e imprevisível, passando a incutir grave temor a falecida”, diz o documento.


No dia do crime, o casal comemorava 10 meses de namoro e foram jantar em restaurante. Na ocasião, pediu a jovem em casamento. Quando retornaram à casa, ele a matou e arrumou na cama.


Passou a noite bebendo e vendo TV. Depois avisou o atendimento médico e a família que a namorada tinha morrido. Ele tentou induzir a família e autoridades a acreditarem que foi morte natural.


A briga teria começado por conta da compra de um carrinho de bebê que não foi concluída e sobre a organização financeira do casal.


O réu é médico e conhecedor da anatomia. De estatura alta e com mais de 100 kg ele atacou a namorada em pontos cruciais onde sabia que ela perderia a consciência. A jovem tinha conhecimento de técnicas de luta, mas não teve chance de defesa. Ela morreu e o bebê também.


Após descoberto o crime, o homem foi preso em Ribeirão Preto (SP) para onde tinha fugido. Ele está preso na Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa ( Mata Grande) desde 2018.


Diante do exposto e votação do júri, o homem foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado, por motivo fútil e torpe, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e em decorrência de violência de gênero, baseado em violência doméstica ou familiar, pela vítima estar grávida, bem como pelo crime de aborto sem o consentimento da gestante.


Durante julgamento, o réu “alegou em seu depoimento que tem nojo das atitudes machistas e que luta contra isso. Sendo favorável ao empoderamento das mulheres e contrário ao feminicídio”, contudo premeditou o assassinato. A jovem temia pela vida, pois insistia que os pais viessem passar um tempo com ela.


Ao todo, o homem foi condenado a 34 anos e 8 meses pelo homicídio qualificado e mais 7 anos pela morte da bebê , que se chamaria Helena. A pena passa a ser cumprida imediatamente e ele não tem direito de recorrer em liberdade.


O caso ganhou grande repercussão e comoção regional e nacional. Na época, foram feitos protestos com faixas pela cidade.

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