ABRIU PROCEDIMENTO 29.05.2026 | 10h02

yuri@gazetadigital.com.br
Jorge Pinho
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso instaurou um procedimento investigatório para apurar o suposto rombo de R$ 80 milhões na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, conforme já apontado pelo prefeito Abilio Brunini (PL). A investigação será conduzida pelo Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa.
Conforme informado, a promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues Corrêa determinou a abertura do procedimento diante da necessidade de esclarecimento célere dos fatos divulgados.
Ainda segundo o MP, serão requisitados documentos, informações e esclarecimentos considerados necessários para o andamento das apurações.
O órgão não detalhou quais fatos específicos estão sendo investigados, mas destacou que o objetivo é garantir a adequada apuração das informações divulgadas publicamente.
Conforme a denúncia de Abilio, as irregularidades teriam ocorrido entre 2025 e 2026. O atual secretário de Educação, Reginaldo Teixeira, passou a monitorar os gastos da pasta, nos quais encontrou despesas elevadas na aquisição de livros.
“A nossa equipe de inteligência, que faz o monitoramento de como estão sendo feitos os contratos e tudo mais, já iniciou uma investigação no caso. E nisso levantamos algumas suspeições de que a casa de R$ 80 milhões em aquisição de livros e outros materiais, pode ter sido induzida de forma equivocada ou errada”, explicou o prefeito logo após anunciar o caso pelas redes sociais nesta quarta-feira (27).
Abilio disse que as suspeitas foram repassadas à Controladoria do Município. Ele afirmou que foi identificado um pedido de compra de livros a R$ 800 por unidade, que foi barrado. Porém, aquisição anterior, de R$ 20 milhões, foi concretizada.
O ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, rebateu o prefeito de Cuiabá sobre as possíveis irregularidades, afirmando que as compras tiveram o aval da Procuradoria-Geral do Município (PGM) e do setor de aquisições da gestão municipal.
“Todas as compras que fizemos tiveram o respaldo da procuradoria do município e da Secretaria de Aquisições. E elas nunca detectaram irregularidades. Então, que o prefeito investigue mesmo”, disse Monge.
O ex-secretário também ironizou as declarações de Abilio, de que os livros adquiridos seriam de baixa qualidade e feitos por IA (Inteligência Artificial). “Acho que essa questão o prefeito tem que tratar com as editoras e não comigo. Mas não quero entrar no mérito. E, como o prefeito não citou o meu nome diretamente, não vou entrar nesta narrativa”, completou.
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