APÓS CONSULTA 25.08.2026 | 09h51

redacao@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
Quase duas décadas após o desaparecimento de um paciente de uma clínica odontológica, o Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta segunda-feira (24), Antônio Wilson Ribeiro a 13 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O crime aconteceu em 9 de maio de 2007 e teve como vítima William Batista Luz, que desapareceu após ser confundido com o autor de um crime cometido anteriormente na clínica onde fazia tratamento odontológico.
Anos antes do homicídio, a clínica havia sido alvo de uma ocorrência criminosa, durante a qual uma funcionária chegou a ser feita refém.
William era paciente do estabelecimento e, segundo a investigação, acabou sendo confundido com o responsável pelo crime.
No dia 9 de maio de 2007, ele retornou à clínica para continuar o tratamento odontológico. A suspeita de que seria o antigo criminoso desencadeou uma série de acontecimentos que terminaram com sua morte.
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. Desde então, nunca mais foi visto. O corpo da vítima jamais foi localizado.
Júri reconheceu homicídio mesmo sem corpo
Durante o julgamento, o Ministério Público apresentou aos jurados uma série de elementos que, segundo a acusação, permitiram reconstruir a dinâmica do crime e apontar a participação de Antônio Wilson Ribeiro.
Entre as provas estavam depoimentos de testemunhas presenciais, informações sobre os vínculos entre os envolvidos, elementos que colocavam o réu no contexto da ocorrência e dados relacionados ao veículo utilizado para retirar William da clínica.
Mesmo sem a localização do cadáver, o Conselho de Sentença reconheceu a existência do homicídio. O desaparecimento definitivo da vítima, aliado às circunstâncias em que ela foi vista pela última vez e ao conjunto de provas reunido ao longo da investigação, sustentou a acusação.
A morte de William também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a posterior emissão da certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram Antônio Wilson Ribeiro como responsável pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver. A pena estabelecida foi de 13 anos de reclusão.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.