Publicidade

Cuiabá, Terça-feira 31/03/2026

Mande seu Whats - A | + A

Mães revoltadas 13.08.2024 | 14h02

Mães são proibidas de levarem filhos para faculdade

Facebook Print google plus
Aline Costa - Especial para o GD

redacao@gazetadigital

Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Atualizada às 16h44 - Estudantes do curso de medicina veterinária da Universidade de Cuiabá (Unic) foram proibidas de levar seus filhos para a faculdade. A proibição foi comunicada nessa segunda-feira (12) por um professor do curso e as mães foram orientadas a ir até a coordenação. Jéssica dos Santos, mãe há um ano e estudante, conta que o coordenador aconselhou o trancamento da matrícula em caso de não ter espaço adequado para deixar as crianças.

 

Jéssica Fernanda Amorim dos Santos, aluna do curso de medicina veterinária na Universidade de Cuiabá não estava presente durante o comunicado na manhã de ontem, mas foi avisada por seus colegas de que levar sua filha até a faculdade seria proibido. Ao ficar sabendo do fato, a mulher pediu ao esposo que fosse até a Universidade para conversar com o coordenador, Lázaro Camargo.

 

Leia também - Vídeo - Moradores reclamam de avenida intransitável próximo ao Centro Político

 

João Vitor, esposo de Jéssica, questionou o coordenador sobre possíveis soluções para que a proibição não afetasse os estudos das mães, como abono de faltas ou auxílio com espaço apropriado para crianças. “No final, uma das soluções que ele deu foi, ‘se a mãe não consegue com quem deixar, então que tranque o curso’”, relatou a estudante.

 

De acordo com ela, o coordenador teria proibido as mães de levarem crianças para não atrapalhar estudantes com Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH).

 

Jéssica explicou que na faculdade de medicina veterinária ela não é a única mãe e que uma das alunas tem um bebê de 5 meses, em estágio de amamentação. Ela conta que nunca ouviu reclamações por parte dos colegas de classe sobre a presença de crianças e que, em caso de choro ou outras ações que possam interferir no aprendizado, sua conduta é sair imediatamente das aulas para cuidar das necessidades da filha.

 

“Minha filha já tem um ano e desde o começo eu sempre levei ela. Nunca teve uma reclamação, nunca. Desde que eu engravidei, desde o primeiro dia eu levei minha filha e nunca teve nenhuma reclamação pra alguém vir do nada e falar que está proibido”, conta ela.

 

As mães do curso organizaram um grupo de WhatsApp e irão solicitar que Lázaro produza um documento escrito que confirme a proibição.

 

“Eu sei que criança atrapalha. Eu também fico incomodada com criança que não é a minha, mas eu tento ter empatia de pensar ‘poxa, a pessoa pelo menos tá tentando’. Eu estou ali tentando. Eu estou muito chateada com essa situação e já chorei tanto que acho que minhas lágrimas agora já acabaram. Nunca achei que eu fosse passar por isso”, finalizou a mãe.

 

Sobre o posicionamento da Universidade, a equipe do entrou em contato com a assessoria de imprensa do local que enviou a seguinte nota: 

 

"A Unic Beira Rio valoriza e entende a importância do papel das mães em nossa sociedade, principalmente aquelas que buscam se qualificar por meio da educação, no entanto, esclarece que a não permissão de crianças na sala de aula, não se trata de uma negativa deliberada, mas que se faz necessária para segurança e necessidades da criança, conforme o regulamento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sob a Lei nº 8.069/1990, que determina a proteção integral por todos os meios, razão pela qual a permanência no ambiente universitário sem que tenha um acompanhamento absoluto, não é possível e recomendável. A instituição reforça também que o ambiente acadêmico, especialmente o de sala de aula, exige a concentração e foco por parte dos professores e estudantes, assim como pode haver ainda a tratativa de temas sensíveis e não recomendáveis que sejam expostos na presença de menores de idade.

A marca ressalta que está em contato com a aluna para esclarecer possíveis dúvidas e para dar todo suporte necessário".

 

 

 

Gazeta Digital

Selo Mande Seu Whats

 

 

Esta matéria foi produzida por meio de sugestão de um internauta. Você também pode participar, enviando o pedido ao WhatsApp do Gazeta Digital. Envie sugestões, fotos e vídeos no número (65) 9 9987-2065. Ou no inbox do Facebook e Instagram.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Bastos - 16/08/2024

Mais uma mentira contada por uma instituição de ensino que outrora já foi tão respeitada. Nenhum contato foi feito com as mães, nenhuma busca por outras soluções alternativas que não fossem impedir as mães, principalmente as que ainda amamentam, foi realizada. Nenhum contato com as mesmas para explicar, ou mesmo dialogar sobre a situação, foi feito. A tentativa de conversas com os que dizem "educadores", a narrativa do motivo da proibição muda, ao ponto do coordenador do curso de Veterinária adentrar em sala e dizer que não quer "polemizar na mídia". Uma vergonha Universidade de Cuiabá, nunca imaginei que chegaríamos a este ponto.

JOSEH - 16/08/2024

Correto Diego. Hoje as pessoas estão pegando seus problemas ou dificuldades e quer dividir com as outras pessoas.

João Vitor - 15/08/2024

Mais uma mentira contada pela universidade, nenhum contato foi feito com as alunas explicando a situação ou mesmo buscando soluções alternativas que nao sejam induzir a estudante a trancar a faculdade e interromper sua busca por educação, lamentavem ver uma faculdade que ja foi tao respeitada ter reclamações por impedir mulheres, em especial mães, acesso a educação (que nem de graça é). Uma vergonha Universidade de Cuiabá, logo logo estarão fechando as portas por conta do descaso com seus alunos/clientes.

lia - 15/08/2024

Se a faculdade não tem estrutura para mães, então deve criar o mais rápido possível esse espaço, mesmo porque a grana que ganham retornando só o mínimo para os alunos, sobra pra isso e muito mais, faça parceria com a prefeitura e crie o espaço.

Diego almeida - 13/08/2024

Antes que comecem as lacrações isso se trata de biosseguridade, em curso onde os estudantes estão expostos a vírus, bactérias e a outros agentes patológicos, não seria crivel uma criança estar participando desse ambiente além de ser inapropriado pode ser perigoso pois as estruturas não foram feitas para comportarem crianças.

5 comentários

1 de 1

Enquete

O que você acha da obrigatoriedade de comprovar idade ao acessar redes sociais?

Parcial

Publicidade

Edição digital

Terça-feira, 31/03/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.