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nada de 'vírus chinês' 21.05.2020 | 15h26

Embaixada da China divulga lista que rebate 24 acusações feitas pelos EUA

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AP

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A embaixada da China no Brasil divulgou, nesta quarta-feira (20), um documento de 50 páginas, nas quais rebate um total de 24 acusações feitas pelo governo e alguns órgãos de imprensa dos EUA, com relação ao manejo e informações transmitidas pelo país para outras nações e para a OMS no início da pandemia do novo coronavírus.

 

Entre as acusações respondidas estão algumas que são comuns em discursos do presidente norte-americano, Donald Trump, e seus aliados, sobre como a China teria ocultado informações da OMS, sobre problemas no envio de material sanitário para outros países e até o boato de que o país teria criado o vírus em laboratório.

 

Leia também - Mundo bateu recorde de novos casos de covid-19 em 24 horas, reconhece a OMS

 

Em primeiro lugar, o comunicado pede que o coronavírus não seja chamado de "vírus chinês", porque "a OMS deixou claro que a designação de uma doença não deve ser associada a um determinado país ou local" e que o fato de Wuhan ter sido a primeira cidade a relatar casos, em janeiro, não significa que a doença tenha tido origem lá.

 

No documento, o governo da China também rechaça os boatos de que o coronavírus, causador da covid-19, teria sido criado em um laboratório em Wuhan e se alastrado depois de um vazamento acidental. Diversos estudos que mostram que o vírus teria origem em animais e se adaptado para o organismo humano são citados.

 

Demora para reportar
Um dos pontos preferidos de Trump para atacar o país e a OMS também consta na lista. O presidente dos EUA diz que a China teria demorado para informar sobre a doença e que uma suposta 'letargia' da organização atrasou a resposta mundial.

 

O documento chinês diz que a OMS foi informada em meados de janeiro e relembra que Trump barrou a entrada de cidadãos do país em fevereiro, quando havia poucos casos da doença nos EUA, mas que esperou até o fim de março para tomar medidas concretas, quando a covid-19 já havia se alastrado.

 

"Quando os EUA fecharam suas fronteiras em 2 de fevereiro para todos os cidadãos chineses e para os estrangeiros que haviam estado na China nos 14 dias anteriores, havia apenas 8 casos confirmados no país, de acordo com seus dados oficiais", diz o documento

 

"Quando os EUA declararam uma emergência nacional em 13 de março, o número de seus casos confirmados era 1.896. Atualmente, os casos confirmados nos EUA ultrapassaram 1,5 milhões, com mais de 92 mil mortes até agora. Olhando para trás, levou menos de 100 dias para que o número de casos confirmados subisse de um para um milhão nos EUA", continua.

Carne de morcego e equipamentos sanitários


Também são abordadas as acusações de que o início da doença teria acontecido por consumo de carne de morcego e ligado a um mercado em Wuhan. A embaixada diz que não se come carne de morcego no país, que não se vende esse produto no mercado de Wuhan (especializado em frutos do mar) e que um vídeo que se espalhou sobre sopa de morcego foi gravado em Palau, na Oceania.

 

Entre outros boatos, o governo chinês também trouxe números sobre o fornecimento de insumos sanitários para outros países. Estatísticas do país dizem que, em março e abril, a China exportou cerca de R$ 57 bilhões em "insumos antiepidêmicos, incluindo 27,8 bilhões de máscaras, 130 milhões de roupas de proteção, 73,41 milhões de kits de teste de ácido nucleico, 12,57 milhões de termômetros infravermelhos, 49.100 ventiladores, 124 mil monitores de pacientes, 43,63 milhões de óculos de proteção e 854 milhões de luvas cirúrgicas".

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