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25.09.2015 | 00h00

Negócio no "fio do bigode"

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Antigamente, se faziam muitos negócios no fio do bigode. Essa expressão, segundo Jorge Linhaça, no recantodasletras.com.br: "Há décadas, surgiu a expressão no "Fio do Bigode" que precedeu o lacre, a assinatura e a rubrica. Consistia em dar em garantia da palavra empenhada um fio da própria barba, retirado em geral do bigode. De origem controversa, bigode pode ter vindo da antiga expressão germânica pronunciada nos juramentos: "bi Gott", ou "por Deus". Eram os tempos dos fios de bigode. Ou melhor, um único fio do bigode. A palavra valia tanto quanto um fio do bigode. Pois homem que era homem, usava bigode. E para usá-lo tinha que honrar essa condição de homem. Tinha que ser cumpridor de seus compromissos, custasse o que custasse. Tinha que ter na cara, além da barba, vergonha!"

E assim, durante anos, essa expressão vem transcendendo o mundo dos negócios, e ainda hoje, esse modelo antigo é encontrado. Diante de um mercado tão cruel e avassalador, que acabou suplantando alguns valores éticos e morais, costumo dizer o seguinte: "antes de assinar o contrato, verifique com quem está contratando!".

Em verdade, não é somente a "palavra dada" que está sendo descumprida pelos negociantes no mundo atual, mas é também atribuído a um fato da má administração. Muitas empresas são geridas a prazo curto, ou seja, os recursos entram e são destinados para benefícios pessoais e diversos do objeto social da empresa, ou são tomados para fins diversos. Ao invés de servirem para planos com resultados futuros com retorno planejado, são tomados para tapar rombos deixados pela administração equivocada e isso gera dificuldades financeiras, que por suas vezes causam problemas de pagamento e os primeiros prejudicados, são exatamente aqueles contratos verbais que estão no fio de bigode.

Hoje, não só precisamos fazer um documento descrevendo os negócios e suas cláusulas em razão do eventual descumprimento por má-fé ou por má gestão, mas também por questões de memória, pois as pessoas fazem tantos negócios, acertos financeiros, parcelamentos, endividamentos, que quem deixa de descrever no papel por conta de estar negociando com pessoas sérias, acabam também permitindo que as lembrança das partes envolvidas também sejam colocadas a prova e o cérebro tem maior facilidade de gravar os benefícios. E, por essa razão, eventualmente quando desafiada a lembrança do ser humano pode ser afetada e os compromissos não serem cumpridos a seu tempo e/ou modo.

Dessa maneira, faça negócios com quem tem além de desejo, capacidade de cumpri-los, e, mesmo assim, documente tudo o que foi combinado para não ter surpresas justamente com quem menos se espera.

Giovani Duarte Oliveira é advogado e escritor

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