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EM FLORIANÓPOLIS 05.01.2021 | 12h04

Após pagar fiança, agressor ganha liberdade e é denunciado ao Ministério Público

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Reprodução

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Atualizada às 12h11 - José Derli Rosa Júnior, 30, acusado de agredir a cuiabana Kedma Oliveira, 26, foi indicado pela Polícia Civil de Santa Cataria. O inquérito que investiga o caso foi encaminhado à Justiça e também ao Ministério Público daquele estado. Ele chegou a ser preso, mas pagou fiança e está em liberdade. A agressão aconteceu na noite de domingo (3) e tomou conta das redes sociais após a denúncia de Kedma, que gravou vídeos trancada em um banheiro denunciando a agressão e cárcere privado.

 

Delegada Patrícia Fronza Vieira, que atua também na defesa dos direitos das mulheres em Florianópolis (SC), confirmou ao que o inquérito foi concluído na segunda-feira (4) e logo encaminhado ao MP e ao Judiciário.  

 

O agressor chegou a ser preso e autuado em flagrante pela delegada, mas como cabe fiança, ele acabou desembolsando uma quantia de R$ 1.100, equivalente ao novo valor do salário mínimo já em vigor, e passa a responder o crime em liberdade até que o judiciário decida sobre o caso.

 

“Ele foi autuado em flagrante pelo delito de lesão corporal qualificada pela violência doméstica. O trabalho da Polícia Judiciária foi concluído após o encaminhamento da vítima para o Instituto Médico Legal (IML)”, declarou à delegada. Kedma passou por exame de corpo de delito e o resultado, que sairá em 30 dias, será anexado ao inquérito.

 

Agressão e pedido de socorro  

“Eu só quero ir embora, eles não me deixam, me trancaram dizendo que eu tinha que ficar aqui. Olha só o que ele fez com a minha boca, a minha mão. Eu não aguento isso, eu preciso ir embora. Ninguém me deixa ir embora. E eu vou sair como culpada, porque eles são ricos”, diz trecho do vídeo divulgado por Kedma logo após ser agredida.  

 

José Darli Rosa Júnior é filho do então marido de Kedma. A família passa as festas de fim de ano na Praia de Cachoeira de Bom Jesus, em Florianópolis.  “Minha cabeça está toda dolorida, levei soco na cabeça, só existe um lado da verdade e esse lado é o meu”.  

 

O que alegou o agressor  

Em vídeo também em rede social, José declarou que não fazia ideia do que estava acontecendo e que está sem o celular. Alegou ainda que o fato é 'fake news'. 

 

“Quem quiser acreditar, acredita. Quem não quiser, não acredita. Está eu e minha esposa aqui, muito paz e amor. Se vocês quiserem repercutir notícia negativa, notícia fake news, igual está em histórico que está acontecendo há dois anos, fiquem à vontade. Meu coração está em paz, minha esposa está em paz, eu estou muito tranquilo, hoje é meu aniversário, estou de boa. A gente está muito tranquilo, tanto é que estou hoje na delegacia”.  

 

“Não tenho nem como me defender, eu não tenho nem ideia do que tá acontecendo no meu instagram. Então, quem conhece a gente, sabe como que nós é (sic), quem não conhece, tchau, obrigado, 2021”, disse José.

 

Nota da defesa

Já no final da manhã desta terça-feira (5), em rede social, José Derli divulgou uma nota assinada pelo advogado William Khalil, afirmando que as acusações de Kedma “não correspondem com a verdade e que no momento oportuno e no campo certo serão devidamente esclarecidos na busca da verdade real”.

 

Segundo eles, qualquer comentário e afirmação ‘não passará de mera especulação e tentativa de distorcer a verdade com intuito de se aproveitar do momento’.

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Comentários

cidão - 06/01/2021

Não entendo não crime inafiançavel,se preto,pobre e puta é cadeia,mais rico a unica cor que importa é a do dinheiro,que pais é esse?

Júnior - 05/01/2021

Impressionante, como o caso dessa moça teve mais importância para a imprensa do que o acidente em que uma motorista embriagada assassinou uma família inteira na estrada da Guia. Não ficamos sabendo nem do nome da assassina, deve ser gente muito importante.

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