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Polícia - A | + A

'eu era casado com ela' 26.05.2026 | 11h51

'Fui condenado, agora tenho que cumprir', diz assassino de Maiana; ostentava luxo

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Jessica Bachega e Vithória Sampaio

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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Condenado pela morte da menor Maiana Mariano Vilela, 16, o empresário Rogério da Silva Amorim segue negando o crime e disse que era “casado com ela”. Ele foi interrogado na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), logo após a prisão, nesta terça-feira (26).


“Fui condenado agora tenho que cumprir”, disse ao deixar a delegacia.


Leia também - Veja o vídeo - Empresário que mandou matar Maiana chega em silêncio a DHPP

 

Questionado por jornalistas sobre o motivo de ter matado a menor, ele negou o crime ou que tenha pago para que dessem fim à vida da menor. Sobre o relacionamento de ambos, ele frisou que “era casado com ela”. O condenado não respondeu sobre arrependimentos.


Logo após a condenação de 20 anos de prisão, o homem conseguiu um recurso para cumprir pena em liberdade, enquanto apelava da sentença em júri. Porém, no ano passado, a decisão definitiva foi tomada, não cabendo mais recursos e, assim, expedida sua ordem de prisão.


Ele seguia vida normal, até ser pego em Cuiabá, com carro de luxo.

 

O caso
Maiana Mariano foi morta por asfixia no dia 21 de dezembro de 2011. Porém, os restos mortais dela só foram encontrados no dia 25 de maio de 2012, enterrados em uma chácara na região da Ponte de Ferro, no Coxipó do Ouro, em Cuiabá.

Segundo o processo, o crime foi cometido por Paulo e Carlos Alexandre, que teriam sido contratados por R$ 5 mil.
Rogério e a esposa, Calisangela Moraes de Amorim, seriam os mandantes, motivados por um relacionamento extraconjugal entre ele e a adolescente.

No dia do crime, a vítima teria ido até o banco descontar um cheque de R$ 500 a mando do empresário e foi instruída a levar o dinheiro ao chacareiro, que a esperava no local onde foi morta.

Na época, ela pilotava uma motocicleta, presente que ganhou de Rogério.

Rogério Silva Amorim, mandante do crime, foi condenado a 20 anos de prisão, e Paulo Ferreira Martins, executor, a 18 anos.

 

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