carro na fronteira 02.09.2026 | 14h06

redacao@gazetadigital.com.br
Allan Mesquita
A Polícia Civil irá aprofundar a investigação contra o ex-perito da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Thyago Machado, para apurar se ele possui outros possíveis envolvimentos com o tráfico de drogas e se novos crimes podem ser atribuídos a ele. Segundo o coordenador do Núcleo de Inteligência da Denarc, André Regonato, a apuração começou a levantar outros elementos após a prisão.
O ex-perito foi preso pela Polícia Civil na segunda-feira (31), acusado de comprar cerca de 1 quilo de entorpecentes e colocar a droga no carro da ex-companheira para criar uma falsa situação de tráfico e incriminá-la. De acordo com Regonato, um dos veículos utilizados pelo suspeito teria passado pela região de fronteira de Mato Grosso na semana anterior à prisão. Para o investigador, a informação chamou a atenção e deverá ser analisada durante o prosseguimento das investigações.
“A investigação vai continuar para saber como ele conseguiu esse 1 kg de droga, se ele está envolvido com tráfico de drogas ou outras atividades. Então, essa investigação, a partir de ontem, dos primeiros elementos, a gente pode chegar a uma outra situação, porque tem essa facilidade tão grande de você conseguir esse 1 kg de drogas. Na verdade, a investigação, na data de ontem, inclusive, verificou que um dos veículos dele foi para a região de fronteira, na semana passada. Então a gente não sabe se, dentre as atividades dele, também há algum tipo de envolvimento com tráfico de drogas, fora esse tráfico que ele está sendo autuado.”, afirmou.
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Regonato explicou que, neste momento, a Polícia Civil ainda não pode afirmar que Thyago tenha envolvimento com outros crimes. A intenção é reunir novos elementos durante a investigação e, caso sejam identificadas outras condutas, instaurar procedimentos específicos.
“A gente tem pelo menos 60 dias, se ele permanecer preso, para dar toda a continuidade a essa investigação. E, se for o caso também, instaurar uma nova investigação, se forem descobertos novos crimes praticados por ele.”, disse.
O coordenador também lembrou que Thyago foi alvo de uma operação em 2025 e que há registros anteriores relacionados à violência doméstica. Segundo ele, essas informações também serão consideradas no levantamento realizado pela Polícia Civil.
“Ele foi alvo de uma operação no ano passado, que foi bastante divulgada, essa questão de relação de laudos periciais, etc. Então, uma operação, no ano de 2025, foi deflagrada e foi apreendida arma na residência dele. Inclusive, a gente, no nosso levantamento, já viu que ele tem B.O. também contra ele por histórico de violência doméstica de um relacionamento anterior, do ano de 2017. Então, tem outras ocorrências de andamento”, completou.
Regonato acrescentou que a Polícia Civil pretende analisar os elementos obtidos durante a prisão e os demais dados levantados pelo Núcleo de Inteligência antes de concluir se haverá uma nova investigação ou eventual imputação por outros crimes.
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