ATÉ IMPEACHMENT 02.09.2026 | 09h05

redacao@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira/ Antonio Augusto/STF
O senador Carlos Fávaro (PSD-MT) cobrou explicações públicas do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após informações reveladas pela Polícia Federal nesta terça-feira (1). Para Fávaro, diante da gravidade dos fatos, o ministro deve prestar esclarecimentos à sociedade brasileira, assegurando também o direito de defesa. Ainda nesta terça, o deputado federal e candidato a senador José Medeiros (PL) pediu que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determine a prisão de Moraes, seu colega de tribunal, e a ex-senadora e candidata Margareth Buzetti (PP), cobrou que outros candidatos a senador por Mato Grosso se manifestem em defesa do impeachment.
“Diante dos fatos revelados pela Polícia Federal, o ministro Alexandre de Moraes tem a obrigação de vir a público e explicar, com clareza, tudo o que aconteceu. Ele tem direito à defesa, mas a sociedade também tem direito à verdade”, afirmou o senador. Fávaro disse ainda que, caso Moraes não apresente os esclarecimentos considerados necessários, deveria renunciar ao cargo no STF.
Segundo o parlamentar, a ausência de uma manifestação pública diante das informações divulgadas exigiria uma resposta compatível com a responsabilidade institucional atribuída ao cargo de ministro da Suprema Corte.
O senador também afirmou que, caso não haja explicações nem renúncia, o Senado Federal deve cumprir seu papel constitucional e avaliar a abertura de um processo de impeachment.
“Se não houver explicação e também não houver renúncia, o Senado Federal precisa estar pronto para cumprir o seu papel e abrir imediatamente o processo de impeachment. Ninguém pode estar acima das instituições, e a sociedade brasileira merece transparência, responsabilidade e respeito”, concluiu.
Medeiros e Buzetti
Medeiros comparou a situação de Moraes com a prisão do então senador Delcídio do Amaral. Ele foi preso, em 2015, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de planejar a fuga do Brasil de Nester Cerveró, que negociava uma delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato.
Para o deputado, a conversa em que Moraes fala com Vorcaro sobre a possibilidade de fuga do país às vésperas da sua prisão em mais uma etapa da operação contra o Banco Master.
"Nós acabamos de saber que o ministro Alexandre de Moraes tinha uma conversa similar com o Vorcaro. Então eu venho aqui, encarecidamente, pedir ao ministro André Mendonça: o senhor precisa prender Alexandre de Moraes. Pau que bate em Chico tem que bater em Alexandre também”, disse.
Buzetti cobrou aos adversários um posicionamento a respeito das revelações da investigação. Ela recordou, ainda, que chegou a assinar o pedido de impeachment de Moraes em agosto de 2025.
“Paciência tem limite. Ninguém está acima da lei, nem mesmo um ministro do Supremo Tribunal Federal”, disse a candidata.
“Eu já deixei clara a minha posição e assinei o pedido de impeachment quando muita gente preferiu ficar em silêncio. Agora quero saber: e os outros candidatos ao Senado de Mato Grosso? Vão se posicionar ou vão continuar em silêncio? Quem quer uma cadeira no Senado precisa ter coragem para dizer ao eleitor o que pensa sobre um assunto dessa gravidade”, acrescentou na sequência.
Além da conversa sobre o plano de fuga de Vorcaro, as mensagens apontam que Moraes teria feito a versão final do contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, estimado em R$ 129 milhões. Além disso, Moraes teria pedido ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos, que oferecessem maior proteção à Vorcaro após a prisão. (Com assessoria)
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