Operação Office Crime 11.02.2025 | 15h10

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Reprodução
Atualizado às 15:57 - Foi realizado na manhã desta terça-feira (11), a segunda fase da Operação Office Crime, com o cumprimento diligências como parte da investigação sobre o homicídio do advogado Renato Gomes Nery, 72, morto a tiros em julho de 2023. As investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam a disputa de terra como a motivação para o assassinato do advogado.
Conforme apurado pelo
, os alvos foram os advogados Antônio João de Carvalho Junior, Gaylussac Dantas de Araujo e Agnaldo Bezerra Bonfim, que teve seu celular apreendido.
Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma, de fogo no dia 5 de julho daquele ano, na frente de seu escritório, em uma das avenidas mais movimentadas na Capital.
Ele foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas após o procedimento médico.
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Desde o homicídio, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional. Durante a manhã desta terça (11), os policiais realizaram diligências em um escritório de advocacia dos investigados, na capital.
Primeira fase
Em novembro de 2024, a DHPP cumpriu 5 mandados de buscas em endereços residenciais e comerciais dos investigados nas cidades de Cuiabá e Primavera do Leste (231 km a leste de Cuiabá).
As medidas cautelares foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo), após representação da delegacia especializada.
As buscas são um meio de obtenção de provas para apurar a participação dos investigados pelos delitos de homicídio qualificado e organização criminosa.
Outro lado
Por meio de sua assessoria, o advogado Gaylussac Dantas Araújo encaminhou a seguinte nota:
Em relação à segunda fase da Operação Office Crime, realizada nesta terça-feira (11), esclarece-se que:
• O advogado Gaylussac Dantas Araújo, que pela segunda vez teve seu nome envolvido na investigação, está tendo sua vida profissional e pessoal devassada pelo fato de possuir endereço profissional no mesmo espaço onde funciona um escritório de advogados que foram alvo de buscas e apreensões tanto na primeira fase, em novembro de 2024, quanto nesta segunda fase.
• Na primeira fase, o advogado, seguro de seu completo alheamento aos fatos investigados, entregou seu celular e senha de acesso ao aparelho, em livre colaboração e na esperança de garantir uma investigação célere e a rápida devolução do bem, o que não aconteceu.
• Avalia-se que as primeiras diligências da PJC/MT deveriam ter sido suficientes para indicar os culpados ou, ao menos, indicar os inocentes, fazendo com que seus nomes fossem excluídos da investigação ou, na pior das hipóteses, não manchados mais do que já estão, e de forma irreversível.
• Portanto, repudia-se a continuidade da associação do nome do advogado Gaylussac Dantas Araújo a essa investigação e registra-se sua indignação em mais uma vez ter sua reputação envolvida em uma investigação que já extrapola os limites do ordenamento jurídico.
Cuiabá-MT, 12 de fevereiro de 2025.
Gaylussac Dantas Araújo.
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