DOIS RÉUS CONFESSARAM 05.03.2026 | 19h04

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Terminaram nesta quinta-feira (05) os depoimentos das testemunhas no caso do assassinato do advogado Renato Nery. A expectativa é que até o fim do mês o juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, profira a sentença que definirá se os réus Julinere Goulart Bentos, Cesar Jorge Secchi, Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira vão ou não à júri popular.
Outros dois acusados já foram pronunciados e serão julgados pelo tribunal do júri: Heron Teixeira Pena Vieira e Alex Roberto de Queiroz Silva, ambos policiais militares.
Após a etapa das oitivas, abre-se o prazo de cinco dias para que as defesa se manifeste sobre os elementos colhidos ao longo desses quatro dias de trabalho. A partir dessa manifestação, o magistrado pode determinar a realização de novas diligências, como pode negar o que for pedido.
Só então será aberto o prazo para que o Ministério Público de Mato Grosso se manifeste sobre tudo o que foi apresentado. A defesa ainda terá mais uma oportunidade se manifestar antes de o processo ir para a apreciação final do magistrado.
“A gente entende que as provas são muito contundentes, porque o Alex e o Heron confessaram tudo”, disse o advogado Walmir Cavalhieri. “Eu creio que até o final do mês possa sair a sentença de pronúncia ou impronúncia”, concluiu.
Recorde o crime
O homicídio foi praticado no contexto de uma disputa judicial envolvendo mais de 12 mil hectares de terras em Novo São Joaquim (485 km de Cuiabá). A vítima havia obtido uma vitória judicial significativa, resultando em perdas financeiras para as partes adversas.
Não serão ouvidos neste momento o atirador confesso Alex Roberto de Queiroz Silva, e nem o policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, pelo fato de o processo envolvendo os dois ter sido desmembrado. Os disparos que atingiram Renato Nery foram efetuados por Alex Roberto, instruído por Heron Teixeira. O crime teria sido motivado por promessa de recompensa no valor de R$ 200 mil.
Ao final deste ato, será aberto prazo para que o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apresente as alegações finais e, posteriormente, a defesa faça suas alegações finais, encaminhando ao juiz para a pronúncia ao Tribunal do Júri ou, caso entenda, pela impronúncia, absolvendo os réus.
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