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operação Hefesto 28.02.2020 | 09h40

Quadrilha de roubos de caminhões ostenta vida de luxo nas redes sociais

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João Vieira

João Vieira

A quadrilha investigada pela operação Hefesto, apontada como responsável pelo roubo de caminhões e venda de peças roubadas, ostenta uma vida de luxo nas redes sociais. A Delegacia Especializada de Repressão a Roubo e Furto de Veículos Automotores (Derrfva) investiga se os bens mostrados em fotos na internet são provenientes de atividades ilícitas.

 

Segundo apuração preliminar dos investigadores da Derrfva, os integrantes da organização criminosa já possuem passagens criminais, especialmente pelo crime de roubo. Nas redes sociais, fotos de festas, veículos caros e joias.

 

“Iremos analisar os materiais apreendidos para identificar se há desproporcionalidade entre a atividade declarada e o patrimônio que era ostentado”, explica o delegado responsável pelo caso, Gustavo Garcia.

 

Leia também - Polícia Civil deflagra operação contra roubos e furtos de veículos

 

Foram cumpridos 8 mandados de busca e apreensão em Várzea Grande, cidade onde a liderança da organização atuava. As investigações começaram em setembro de 2019 após o flagrante do desmanche de um caminhão, que depois mostraram um esquema não só de venda de peças ilegais, mas também de roubo de veículos de grande porte.

 

“Após desmanche existia toda cadeia de venda de peças no estado. O nosso objetivo é identificar terceiros que contribuíram com o roubo e outros que também estão envolvidos na distribuição de peças roubadas em Várzea Grande e outras cidades de MT”, afirma o delegado.

 

Nos assaltos, os criminosos agiam armados e com extrema violência. Em alguns casos investigados pela Derrfva, os caminhoneiros chegaram a ficar 12 horas sob a mira da quadrilha, enquanto era dado “destino” ao produto do roubo.

O nome da operação foi escolhido em homenagem ao deus da mitologia grega Hefesto, que representa fogo, metais e metalurgia. (Colaborou João Vieira)

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