ATUAÇÃO DE FLANELINHAS 22.02.2026 | 15h10

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Gazeta Digital
A agressão denunciada e registrada por uma motorista na Avenida do CPA, em Cuiabá, no último sábado (14), reacendeu discussões sobre a atuação de flanelinhas na Capital. A mulher relatou à polícia que foi coagida e agredida ao se recusar a pagar uma taxa para estacionar em vaga pública.
Um vídeo gravado pela vítima mostra o momento em que o homem, usando jaleco laranja e com máquina de cartão em mãos, tenta intimidá-la. Ele afirma ser contratado da empresa como guardador de veículos, o que foi desmentido pela condutora.
Leia mais - Gisela solicita expulsão de vereador após ataques à prefeita de Aripuanã
Em entrevista ao
, o vereador Tenente Coronel Dias (Cidadania), que há um ano tenta emplacar o projeto para cadastrar e agora denunciar "flanelinhas" com atitudes suspeitas, afirma que o episódio evidencia a necessidade de regulamentação urgente da atividade.
“Não vamos resolver o problema da violência de forma geral com essa questão, mas o flanelinha precisa ser regulamentado em Cuiabá. Temos pessoas usuárias de drogas, pessoas extorquindo. Tivemos casos e agora esse episódio na avenida do CPA”, declarou.
Apesar do assunto ser antigo, Dias garante que apresentará um novo texto, abandona a proposta anterior de proibição total e passa a prever regulamentação com regras de identificação obrigatória. A ideia é que todo guardador de veículos esteja cadastrado junto à prefeitura, utilize colete padronizado, crachá com nome e numeração.
“Já que não pode extinguir por causa de lei federal, então que esteja identificado. Se houver ameaça, dano ou furto, você consegue saber quem te abordou. Hoje tem muita gente disfarçada de flanelinha, com passagem criminal ou sob efeito de drogas, se aproximando das pessoas”, afirmou.
O parlamentar citou ainda situações recentes registradas durante o Carnaval e em eventos de grande porte na Capital. “Tem gente cobrando R$ 50 para estacionar em via pública em dia de show. Flanelinha é proibido de exigir dinheiro e o meu projeto já prevê isso também”, afirmou.
Outra medida prevista é a criação de um canal específico para denúncias, chamado de “disque flanelinha”, que poderá funcionar em parceria com a Secretaria de Ordem Pública e forças de segurança. A proposta é montar um banco de dados para dimensionar o problema e dar suporte à fiscalização.
“Qual é o propósito disso? Para que cada pessoa que for ameaçada ou extorquida tenha um canal direto, para montar um banco de dados e entender o tamanho desse problema”, pontuou.
De acordo com o vereador, o encaminhamento já está em tramitação na Câmara e deve voltar à discussão nas próximas semanas.
“Apresentei novamente. Já está tramitando. Vamos discutir essa semana ou na próxima. A secretaria precisa ter esse regramento para fiscalizar”, afirmou.
No ano passado, a proposta original de Dias, que proibia completamente a atividade no Centro da Capital, recebeu parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e enfrentou resistência de parlamentares que consideraram o texto inconstitucional.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.