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OFENSAS PESSOAIS E MISÓGINAS 22.02.2026 | 13h38

Gisela solicita expulsão de vereador após ataques à prefeita de Aripuanã

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Reprodução

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A deputada federal e presidente do União Brasil Mulher, Gisela Simona protocolou representação formal junto à Executiva Estadual do União Brasil, solicitando a expulsão do vereador de Aripuanã, Luciano Demazzi (União), após uma série de ataques considerados pessoais, contra a prefeita do município, Seluir Peixer Reghin (União).

 

Em vídeo nas redes sociais na última sexta-feira (20), Gisela relata que já sofreu ataques semelhantes  e afirma que não tolerará violência política de gênero. 

 

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"Sei bem o que é isso, já sofri na pele diversas vezes e isso não pode ser naturalizado. Já é difícil ser mulher na política e pior ainda é ver esse tipo de ataque acontecer. Não irei admitir ou me calar, iremos até o fim para que o vereador seja exemplarmente punido", disse Gisela. 

 

Segundo a parlamentar, as manifestações feitas pelo vereador nas redes sociais e em declarações públicas ultrapassam o campo da crítica administrativa e configuram, em tese, violência política de gênero, conforme previsto no artigo 326-B do Código Eleitoral.

 

O dispositivo, incluído pela Lei nº 14.192/2021, tipifica como crime atos que tenham por objetivo impedir ou dificultar o exercício dos direitos políticos da mulher, podendo resultar em pena de até quatro anos de reclusão, além de multa.

De acordo com a representação, as publicações tiveram início no último dia 11 de fevereiro e incluem referências ao tratamento oncológico realizado pela prefeita, insinuações sobre sua vida pessoal e questionamentos à paternidade de seus filhos, além de supostas associações com atividades criminosas. Acusações que atentam contra sua honra, imagem e dignidade enquanto mulher e agente pública.

 

Diante da gravidade das declarações, a prefeita registrou boletim de ocorrência e apresentou queixa-crime por calúnia, injúria e difamação. Mesmo após as medidas judiciais, os ataques teriam continuado.

 

Para Gisela Simona, que também preside a executiva do União Brasil Mulher, a permanência de condutas dessa natureza dentro do partido compromete não apenas a imagem da legenda, mas o próprio compromisso institucional com o enfrentamento à violência política de gênero.

 

 

A representação pede a abertura de processo ético-disciplinar com aplicação da penalidade máxima prevista no Estatuto do partido: o cancelamento da filiação. O documento cita dispositivos internos que vedam ataques à honra de filiados e condutas incompatíveis com os princípios partidários, além de destacar possível enquadramento criminal.

 

Gisela Simona reforçou que a violência política contra mulheres eleitas é uma prática historicamente utilizada para constranger, silenciar e deslegitimar lideranças femininas.

 

“Já é difícil ser mulher na política. Não podemos naturalizar ataques que buscam diminuir, humilhar ou intimidar. Eu já sofri esse tipo de violência e não irei me calar diante de mais um caso”, declarou.

 

Outro lado

 

Em manifestações anteriores, o vereador Luciano Demazzi afirmou temer por sua segurança após realizar críticas à gestão municipal. Ele sustenta que os questionamentos tratam de supostas irregularidades administrativas, incluindo despesas superiores a R$ 1 milhão com serviço de fumacê que, segundo ele, não teriam comprovação de execução compatível com o valor contratado.

 

O caso agora passa a ser analisado pela direção estadual do União Brasil, que deverá instaurar procedimento interno para apuração dos fatos e eventual aplicação de sanções.

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