LIGAÇÕES COM BANCO MASTER 18.03.2026 | 09h48

pablo@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
Mesmo após a mobilização da senadora Margareth Buzetti (PP) e do governador Mauro Mendes (União), para que o ex-governador Pedro Taques (PSB) não fosse ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado Federal, o requerimento acabou sendo aprovado nesta quarta-feira (18) e Taques falará sobre o ‘escândalo dos consignados’ e o ‘Caso Oi’ na CPI.
O requerimento de autoria do relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB/SE), foi votado por unanimidade. Antes de apreciação, Vieira defendeu a convocação e não o convite como alguns senadores pediam. O relator também deixou claro que o depoimento de Taques também terá impacto eleitoral, já que ele o governador Mauro Mendes disputarão o Senado Federal neste ano.
“Eu estou dizendo isso para que a gente saiba exatamente com o que estamos lidando. E quem vir prestar depoimento como testemunha tem que provar e embasar o que vai dizer”, disse antes das votações dos requerimentos.
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A convocação é considerado uma derrota do governador e da senadora Buzetti, já que na semana passada estiveram com Vieira tentando demovê-lo da convocação. Inicialmente Vieira solicitou um memorando de Taques e do governador sobre o caso. Porém, após analisa-los, decidiu manter o seu pedido.
Pedro Taques faz a defesa dos sindicados e associações de servidores público no caso dos Consignador. Ele chegou a protocolar via Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo (Sinpaig) um pedido de compartilhamento de provas entre as investigações em Mato Grosso e a Operação Compliance Zero.
Ele também deverá falar sobre sua denúncia contra o acordo entre o governo e a Oi S.A no valor de R$ 308 milhões. Isso porque os fundos onde os recursos foram destinados têm ligações com o Banco Master.
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