INVESTIGAÇÃO SIGILOSA 04.06.2026 | 07h55

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Hideraldo Costa/ALMT
Os delegados José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan, responsáveis pela condução da Operação Espelho, foram dispensados da oitiva na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, nessa quarta-feira (03), depois de usarem o direito constitucional de permanecerem em silêncio. A alegação foi de que o processo decorrente da investigação tramita em sigilo na Justiça.
A Operação Espelho foi deflagrada em 2021 para investigar supostas irregularidades em contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) durante o período da pandemia de covid-19.
O presidente da comissão, deputado Wilson Santos (PSD), disse que a comissão respeita o direito dos delegados, mas assegurou que a investigação prossegue.
Leia mais - Delegados da Operação Espelho serão ouvidos na próxima reunião da CPI da Saúde
“Os delegados compareceram pontualmente e exerceram um direito garantido pela Constituição. Somos obrigados a respeitar esse direito”, afirmou o parlamentar.
Na continuidade dos trabalhos da CPI, os deputados aprovaram por unanimidade a convocação de oito empresários que tiveram relações comerciais com a SES. Eles deverão prestar esclarecimentos sobre contratos que estão sendo analisados na comissão. Ainda não foram definidas datas, mas espera-se que isso ocorra entre junho e julho.
“Sobre essas empresas recaem denúncias de vendas com sobrepreço e de contratos cujos objetos foram entregues parcialmente ou sequer entregues. Agora é importante ouvi-los para avançarmos nas apurações”, explicou o presidente da CPI.
Na semana passada, a comissão já havia ouvido o procurador do estado Felippe Tomaz Borges. Além dos empresários, deverá ser marcada uma oitiva com o procurador-geral do estado, Francisco de Assis da Silva Lopes. E, após os empresários, serão ouvidos servidores da Secretaria de Estado de Saúde.
Wilson Santos disse, ainda, que a comissão vai analisar também o ataque cibernético sofrido pela SES que resultou na perda de arquivos e documentos da pasta que poderiam ser úteis para a investigação da CPI. Já foi apresentado um requerimento pedindo esclarecimentos ao Governo do Estado e à Empresa Mato-grossense de tecnologia da Informação (MTI), que é a responsável pela gestão de TI de todos os órgãos públicos estaduais.
A CPI é formada, além do presidente Wilson Santos, pelos deputados Dilmar Dal Bosco (União), Chico Guarnieri (PSDB) e Eduardo Botelho (MDB).
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J A Silva - 04/06/2026
É sério isso? 2021? Querem enganar, enrolar quem? Ou será que querem aparecer? Querem espetáculo visando angariar capital politico, pra terem votos afinal de contas as eleições se aproximam né não senhores de-puta-dos? VERGONHOSO!
1 comentários