'PUXÃO DE ORELHA ' 05.05.2021 | 14h44

allan@gazetadigital.com.br
Angelo Varela/AL-MT
Primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) deu um "puxão de orelha" nos colegas de parlamento ao comentar sobre os trabalhos que são executados dentro da Casa de Leis. A cobrança foi direcionada às comissões permanentes que têm como função apreciar projetos e acompanhar as atividades do Executivo.
Durante entrevista ao programa Opinião (TV Patanal, canal 22), o Botelho chamou a atenção dos parlamentares e afirmou que algumas comissões tem "pecado muito" dentro do legislativo.
"A AL tem pecado e muito. As comissões que têm dentro da assembleia é o coração da Casa de Leis. É por ali que passam os projetos e que são feito os debates. Quando o projeto chega no plenário, já está tudo finalizado. Tudo é amplamente discutido", iniciou.
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Botelho seguiu dizendo que algumas comissões têm sido bem atuantes, enquanto outras tem feito "corpo mole". A crítica teve uma entonação especial a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, que atualmente é presidida pelo deputado Carlos Avalone (PSDB).
Além disso, algumas comissões temporárias também não apresentam resultados conclusivos há mais de dois anos. Uma delas é a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal, que foi oficializada em 12 de março de 2019, um ano longe da pandemia.
A CPI comandada pelo deputado Wilson Santos (PSDB) adotou um formato diferente das demais com 5 sub-relatorias, o que em tese já dificulta a formatação de um documento único. "Nós temos comissões que são bem atuantes, mas tem comissões que não estão fazendo. Uma delas, é comissão de orçamento. Eu vou cobrar que eles acompanhem e apresente para os deputados todo mês o que está acontecendo", complementou.
Por fim, Botelho prometeu levar a questão para a tribuna, na próxima sessão plenária que deve acontecer nesta quarta-feira (4). "Eu vou falar isso na sessão de quarta. É a função da assembleia fiscalizar. Não é para fazer isso só quando o deputado quer saber sobre determinado assunto, tem que acompanhar sempre. Existe muitas falhas nesse aspecto", finalizou.
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